
Senador anunciou que deixaria liderança do PT após racha no partido.
Divisão foi criada com arquivamento de ações contra José Sarney.
A assessoria do líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), confirmou ao G1 na manhã desta sexta-feira (21) que o senador deve fazer seu pronunciamento sobre a possível saída da liderança do partido por volta das 9h. Na noite desta quinta-feira (20), o petista passou três horas conversando com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele vai utilizar a tribuna do Senado para comunicar sua decisão no começo da manhã para atender a um pedido do colega, Eduardo Suplicy (PT-SP), que tem voo marcado para o final da manhã e solicitou a antecipação do pronunciamento.

Mercadante havia divulgado no serviço de microblog Twitter por volta das 12h desta quinta que renunciaria ao cargo ainda durante a tarde após o racha criado na bancada com o arquivamento das 11 acusações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Ética. Porém, duas horas depois, o senador anunciou, também no microblog, que o presidente gostaria de conversar com ele antes do pronunciamento, que acabou sendo adiado para esta sexta (21).
A reunião entre Mercadante e Lula, que ocorreu no Palácio da Alvorada teve a participação do presidente nacional do PT, o deputado federal Ricardo Berzoini (SP). Os dois deixaram a residência oficial da presidência no começo da madrugada desta sexta-feira (21) sem falar com a imprensa.
Conselho de Ética
Na terça-feira (18), o senador já havia ameaçado deixar o cargo se fossem indicados senadores pró-Sarney para as vagas de suplente que o bloco liderado por ele teria direito a indicar ao Conselho de Ética. Mas na quarta (19), ele reavaliou a decisão. “Minha vontade verdadeira era sair da liderança do PT, mas não vou contribuir para agravar a crise da bancada”, disse Mercadante.
As declarações de Mercadante foram dadas na presença de outros seis senadores da bancada, inclusive João Pedro (PT-AM), que votou a favor de Sarney. Os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Ideli Salvatti (PT-SC), que também apoiaram o peemedebista no Conselho de Ética, não apareceram na reunião convocada por Mercadante. João Pedro fez questão de dizer que a posição seguida era a do partido e não necessariamente a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Marina Silva (AC) e Flávio Arns (PR), que anunciou que vai deixar a sigla, também não foram à reunião. Mercadante, inclusive, lamentou a saída dos colegas do PT.
Para Mercadante, o resultado no Conselho de Ética não encerra a crise no Senado. “Essa decisão não resolve a crise. O Senado vai ter que aprofundar as investigações e aprofundar as reformas.”
O líder do PT afirmou que os senadores que votaram a favor de Sarney foram constrangidos pela direção partidária após a nota do presidente do PT, Ricardo Berzoini, defendendo o arquivamento. “Os senadores votaram por uma decisão partidária. Fizeram contra a vontade própria. Fizeram constrangidos.”
Paulo- estranho mercadande ser comportar como sendo a ultima agulha do palheiro
ResponderExcluirmuito estranho...
Oportunista !!!
ResponderExcluirRogerio blogueiro.
na minha opinião se aproveita da visibilidade da situação pr aparecer