Um personagem esquecido na inauguração do Batalhão da PM em Búzios
Em nota publicada no Perú Molhado, Lucinha Souza que é ativista social moradora da Rasa, atentou para o fato de na inauguração do batalhão da Policia Militar deste bairro – mais exatamente Cruzeiro- O saudoso João Guelo não ter sido ao menos citado.
O terreno onde hoje é as instalações foi uma doação deste morador ilustre da Rasa. Alem disso foi ele um dos principais agentes do desenvolvimento local, ajudando na abertura de ruas, criando assim o acesso principal do bairro. E não se pode esquecer a importância dele no processo de emancipação da cidade. Os filhos e netos de João ainda residem na Rasa, seus contemporâneos têm sua memória em alta estima. Era um homem do povo, um trabalhador comum, mas que tinha sonhos e disposição - sonhos sem disposição não servem para muita coisa- não era de muitas palavras mas de muita ação- isso faz uma falta enorme a política- deveria ser lembrado, é um personagem histórico da cultura buziana. Não digo que se deveria ter uma estátua dele pelo fato de não fazer parte da cultura de Búzios as estátuas e até porque já tem estatua demais na Orla Bardot e na Rasa o melhor local para uma estatua já está ocupado pela imagem do homem negro com seu filho levantado em direção o sol.
![]() |
Estátua no bairro do Cruzeiro/ Rasa |
È oportuno nessa discussão sobre a memória de João Guelo sugerir um projeto de estudos da historia buziana nas escolas publicas, sei que já existem algumas iniciativas nesse sentido mas não estão dando a importância necessária a isso, alem de precisar de uma atualização. Acredito que o estudo da historia local é tão importante quanto o estudo da historia do Brasil e Mundial. Pode-se se estender isso a ensino de nosso folclore, nossas lendas- é importante que não classifiquem isso como estudos da cultura Afro apenas- e até a nossa Pré Historia. Mas como fomento de consciência social se faz mais imprescindível o estudo dos personagens recentes de nossa historia, e João Guelo tem de estar entre os primeiros da lista.
Victor Viana @VianaBuzios
Conheci João Guelo e ele tinha algum ressentimento em relação a algums políticos que o procuravam para obter votos, mas que depois que se elegiam nem o recebiam para ouvir as reinvidicações da comunidade. Trabalhei como policial civil na delegacia de A. de Búzios entre nov/1986 e nov/89. Tenho saudade das conversas rápidas que tínhamos, um grande homem, tem que ser reverenciado pela comunidade.
ResponderExcluir