15.6.10

Guerra e Paz. È hoje! È hoje! Vai Brasiiiiiiiiiiiiil!!!!!! A taça é nosaaaaaaa!



È hoje! È hoje! Vai Brasiiiiiiiiiiiiil!!!!!! A taça é nosaaaaaaa!

Estamos todos hoje mais patriotas que qualquer dia do ano. Somos mais brasileiros. Não há Carnaval, não há eleição, nada traz a tona o sentimento de brasilidade quanto a Copa do Mundo. Por que? Por que em um jogo onde nossa seleção se levanta contra outros países cresce em nós a vontade de gritar e de dizer aos brados: “Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amooooor”? A copa do mundo é uma, ao menos em grande proporção, uma festa pacifica, mas o futebol traz em si termos de guerra em suas táticas e terminologias. “Atacantes”, “Defesa”, “Barreira de proteção”. E não é como um exercito de guerreiros que vemos os nossos jogadores? Não são esses os termos que usamos para designá-los? “Matador”, “Capitão do time”, “Vitoria”, “Derrota”... antes de cada jogo cantam o hino nacional, ergue-se a bandeira de cada nação...estamos lutando/jogando contra outra seleção/pais. Um rival/inimigo a ser vencido para de alguma forma se erga a soberania brasileira. Em meio a alegria, nos unimos para assistir uma guerra sem armas. Por que? O Brasil foi invadido pelos portugueses e seguiu-se em varias tentativas de franceses e holandeses e outros “Eses” tentando tomar parte dessas terras. Não existia Brasil, éramos uma terra de ninguém. Portugal tomou as rédeas e assinou o, o chatissimo de se estudar na escola, tratado de Tordesilhas, o Brasil era então parte de Portugal. Dom Pedro I nós fez independente, éramos juridicamente (no papel) um estado, mas no coração do povo não existia ainda o sentimento de ser brasileiro. Serio? Serio, tínhamos território, tínhamos um rei, tínhamos umas leis, mas ninguém se sentia brasileiro. O que éramos então? Éramos Baianos, Mineiros, Gaúchos... Talvez (Eu disse Talvez) o Rio de Janeiro e São Paulo se sentisse brasileiros, mas não existia uma nação pulsando no coração desse imenso território. Para constatar isso basta ver em nossos livros de Historia as tentativas separatistas na Bahia, no Sul, em Minas, em tantos cantos havia uma luta por ser independente deste estranho Brasil. Mas de 1864 a março de 1870 houve uma pendenga com o nosso vizinho o Paraguai. Estávamos em guerra, o Brasil inteiro, pela primeira vez se uniu como uma nação. E fomos à guerra, como as guerras são idiotas, massacramos o Paraguai e deixamos apenas uma nação de mulheres e crianças. Até hoje o Paraguai sofre as conseqüências dessa guerra. Pronto, uma guerra selou nosso sentimento de nação, já somos agora brasileiros. Existe uma coisa chamada sentimento coletivo, é isso ai esse sentimento se perpetua em nós e graças a Deus a guerra que escolhemos para fazer memória do nascimento de nosso sentimento de pertencer a uma nação é a pacifica Copa do Mundo, e o nosso exercito joga bola para vencer e nos dar a alegria de uma vitoria sem mortes e sem destruição. Viva o futebol, o sonho da paz é possível? Ao menos na Copa parece ser.

Victor Viana

2 comentários:

  1. Orlando Costa Filho16 de junho de 2010 16:52

    isso não é uma pelada, mas várias... melhor que qualquer clássico no Maraca rsrsrs

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  2. rsrsrsr grande Orlando, é verdade, que peladas!

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