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7.7.11

Comunidade Remanescente de Quilombo da Rasa

Area de interesse geologico da Rasa 
Haverá um espaço cativo para os quilombolas no Jornal "A Rasa"
Localização: 
Rasa, Armação dos Búzios

População:
 
Sem informações

Situação da terra:

Sem titulação.
A população se encontra distribuída em pequenos lotes familiares,
adquiridos a partir da década de 50.

Tamanho da área:

A descrição do perímetro realizado pela FCP
demarcou oito áreas diferentes com as seguintes delimitações:
900 m2; 9000 m2; 600 m2; 30,16 ha; 680 m2; 680 m2; 27,50 ha; 450 m2

Nominação:

Reconhecida oficialmente como
Remanescente de Quilombos pela FCP

Histórico:
A Comunidade Remanescente de Quilombo da Rasa está localizada na periferia do município de Armação dos Búzios. Segundo os moradores, sua população se originou de escravos fugidos e libertos da antiga Fazenda Campos Novos. Assim como a comunidade da Fazenda da Caveira, essas famílias também foram submetidas ao mesmo processo de expropriação ocorrido na década de 50 nesta região. O surgimento de pretensos proprietários forçou aquelas famílias a trabalhar para fazendeiros locais sob o regime de arrendamento, cultivando pequenas roças para o consumo doméstico.

A abertura de estradas, a transformação de Búzios em um balneário turístico de fama internacional, a chegada de pessoas de outras cidades atraídas pela oportunidade de empregos e os loteamentos das terras, transformaram a Rasa em um bairro urbanizado. Com os constantes parcelamentos de terra entre os filhos de uma mesma família, muitos moradores começaram a adquirir pequenos terrenos, através de documentos de compra e venda, o que impossibilitou a continuidade das lavouras.

A delimitação territorial da área realizada pela FCP em 1999, data de seu reconhecimento como comunidade remanescente de quilombo, não inclui todo o bairro da Rasa, mas apenas as famílias descendentes dos escravos que se encontram espalhadas por todo o bairro. O laudo não traz informações sobre essa população abrangida pelo artigo 68 da CF nem sobre sua situação jurídica. Da mesma forma, não dispomos de qualquer informação sobre alguma iniciativa oficial de titulação dessas terras, seja por parte da União ou do Estado. Sabe-se apenas que o trabalho de delimitação territorial realizado pelo ITERJ foi inutilizado porque o memorial descritivo utilizou como pontos de referência na a delimitação territorial os antigos postes de madeira que foram, posteriormente, substituídos e reordenados pela empresa de fornecimento de energia elétrica.. Atualmente existem iniciativas individuais de alguns moradores que tentam recuperar a posse de parte de suas terras por meio de outros recursos legais.


Veja mais sobre o Jornal A Rasa em   RASA 

20.6.11

Mais uma historia da tal Búzios Antiga - por Nelson Motta















ESPERANDO BARDOT - por Nelson Motta
Naquele tempo uma viagem a Búzios era uma aventura que exigia grande paciência, disposição e coragem. Mas o tempo estava do nosso lado, éramos jovens e cheios de energia, era sexta-feira e ficamos dançando chá-chá-chá e hully-gully no Le Bateau até as tantas, quando meu amigo Ratinho propôs a grande aventura. Entusiasmados, decidimos botar o pé, ou melhor, o fusca, na estrada.

De Copacabana fomos até o cais da Praça Quinze e entramos numa longa fila de carros que aguardavam a chegada da barca que nos levaria a Niterói. Depois de uma longa espera, perdemos a vaga por um carro de diferença, tivemos que esperar a seguinte. Uma hora depois, visivelmente alcoolizados, atravessávamos lentamente a Baia de Guanabara sob o céu estrelado, um barco apitava na noite, as luzes da cidade se afastavam como as pérolas de um colar. Com o vento no rosto, cantávamos os novos sucessos da bossa nova que tocavam no radio do carro, João Gilberto, Sylvinha Telles, Nara Leão, não poderia haver trilha sonora mais adequada.
De Niterói a Cabo Frio, noite a dentro, o fusca azul enfrentou galhardamente uma pista estreita precariamente asfaltada, cheia de curvas perigosas, bufou e resfolegou numa serra, cruzou pontes balançantes e duas horas e meia depois chegamos. Quase. Com o dia já amanhecendo entre as salinas tomamos um café no posto de gasolina na entrada de Cabo Frio e pegamos o caminho para o paraíso.

A estrada para Búzios era pouco mais que uma picada aberta no mato, esburacada e poeirenta. Em mais uma hora estaríamos lá, qualquer sacrifício seria bem-vindo diante da possibilidade de ver Brigitte Bardot de perto. Estrela máxima do cinema francês, deusa do sexo que povoava nossas fantasias (e do mundo inteiro), Brigitte veio para o Brasil com o namorado Bob Zagury (um argelino de Ipanema que orgulhosamente a imprensa chamava de "franco-brasileiro") e se apaixonou por Búzios, uma vila de pescadores onde ninguém a conhecia. Para ela o Taiti era aqui. Para nós ela era a encarnação da beleza, da liberdade e do desejo. E Búzios, bem, era uma ruazinha de pedras em frente ao mar azul, com algumas cabanas de pescadores e mais nada. Não tinha luz, gás, água ou telefone. Mas tinha B.B.!

Onde ? Perguntamos a um pescador e ele apontou uma casa de madeira num canto da praia. Subimos numa pequena elevação e nos colocamos atrás de uma grande arvore, em posição privilegiada para a nossa delicada missão, olho vivo e faro fino. Ficamos ali de plantão, caindo de sono, até meio dia, quando finalmente as janelas verdes se abriram e vislumbramos uma cabeleira loura passando pela sala. Uma bossa nova começou a tocar na vitrola.
Segunda-feira na faculdade ninguém vai acreditar. A porta se abriu e, finalmente, em todo seu esplendor, Ela, bronzeada, cabelos ao vento, enrolada em um pano estampado.
Inundada de luz e alegria, abriu os braços para o sol e, num movimento rápido, desenrolou o pano do corpo e lançou-o ao vento e nua como em " E Deus criou a mulher " correu para o mar azul diante de nossos olhos pasmos e de nossos corações disparados. Na faculdade ninguém acreditou.
Quarenta anos depois, sai de Búzios há menos de duas horas, vim escrevendo esta história no laptop e já estou chegando em Ipanema.

 Publicado em 3 de abril de 2002 no Jornal do Brasil e o Jornal O Globo nas comemorações dos 50 anos do BNDES -

24.2.11

E a noite de autógrafos aconteceu!

Carla Luiza ( Ativista Ambiental e Humorista ) de Barra de São João 

Márcia Bispo ( Ativista Social e Blogueira ) de Búzios 
Anne Figueriedo levando o kit  

Um garoto que viu a movimentação e chegou e comprou. Legal. 

Alguém pegou a cadeira. 

Dona Ivanilde da Rasa e uma amiga da Califórnia. 
Os amigos foram chegando...



Realmente as 8 da noite do dia 22 – Terça Feira-  na Praça Santos Dumont  em Búzios ocorreu a noite de autógrafos do livro O Menino do Guarda Chuva escrito pelo blogueiro Victor Viana.
Foi um evento inusitado, que despertou a atenção dos passantes e freqüentadores assíduos da praça da cidade. O ambiente era de intimismo e descontração.  Foi como se um grupo de amigos que não se via a anos estivessem se reencontrando. Na verdade estavam quase todos se encontrando pessoalmente pela primeira vez. Já que todos se conheciam pelas atividades nas mídias sócias e blogsfera. 

Entre amigos de longa data e parentes do autor, era destaque esse encontro de blogueiros – na maioria membros da rede social Blogão dos Lagos, que se encontra em um grupo no Face Book. A Interação foi geral e a conversa fluiu entre assuntos ligados aos blogs, política local, cultura e causos engraçados.
Um evento simples desenvolvido como uma ação entre amigos.  O lançamento de um pequeno livro como mote para uma manifestação publica. De alguma forma rompeu-se com a rotina do lugar, alterou-se o ambiente com um novo acontecimento em plena praça.
Novos encontros como esse já estão a vista.

Em um determinado momento da noite o Professor Luiz do PT contando animado uma historia que tinha se iniciado sobre blogs e blogueiros parou e perguntou: “Do que eu estava falando mesmo?” . Eu disse que era sobre quando ele era da faculdade de engenharia, Clovis disse que era sobre alguma coisa relacionada a crentes e Julio que era sobre ter sido um hipy que fumou e não tragou. Bem, não faço idéia do que era o inicio da conversa mais estava divertida.
Clovis Bate Bola ( Ativista Social, Blogueiro e Artista Mult Mídia) de São Pedro da Aldeia entrevistando Tia Eva ( Artista Plástica e Artesã) de Búzios/Barra de São João 

Professor Luiz do PT ( Professor, Militante de esquerda e blogueiro) de Búzios.

Eu autografando com Luiz e Anne da ONG Ativa Búzios ao fundo. 


...e a festá começou
Ontem fiquei sem conexão. Os comentários que fiz foram pelo celular. Hoje quero agradecer a todos os envolvidos na linda e agradável noite que foi a de terça passada. Tive um dia bem atribulado, cheguei em casa em cima da hora. Ajudei a esposa a dar banho e arrumar as crianças, nos arrumamos e chamamos um taxi. Cheguei Na praça Marcia Bispo e Anne da Ativa Búzios já estavam lá. Márcia tinha sofrido um acidente de moto e ainda sim foi. Pus os livros no Banco da Praça- que Márcia e Anne já tinham demarcado- e logo Sandro do Perú Molhado – Fez o prefácio do livro- trouxe uma mesa e duas cadeiras emprestadas do boteco do Claudio- que dessa forma virou patrocinador do evento. Carlinha ativista ambiental e humorista de Barra de São João chegou e logo depois chegou minha mãe – Tia Eva- e meu pai, irmão , primos e tios. Meus sogros, cunhada e amigos de longa data. Depois chegou o Professor Luiz vindo direto da câmara dos vereadores de Búzios animado comprou logo uma cerveja e começou o papo divertido. Clovis Bate Bola chega junto do Happer Fabio Emecê – que de repente sumiu e só apareceu no final srrrs- assim começou as filmagens dos presentes e a captura de depoimentos que logo estarão disponíveis aqui.

Camila Gautto Viana ( Minha gata espetacular )  de Porto Alegre/Búzios! 

Mãe, sogra e meus filhos ( Daniel não tava animado srsr e o Davi vestiu a camisa) 

Eu e meu irmão Lei ( a pequena equipe do Curinga presente, faltou o Naldo Marquez) 

Fabio Emecê ( MC e Professor de Literatura ) explicando alguma coisa que não sei o que é 

Juju da Rasa marcou presença. 

Marcelo Lartigue Editor do Jornal O Perú Molhado.

E Tia Eva e Márcia Bispo finalmente se conheceram 

O casal da Rasa Sergio Abusart e Monica. 
muito a agradecer a Regina Florião que deu a idéia, a Sandro que fez o prefacio do livro e disponibilizou o Perú Molhado a todo o tempo para divulgar a iniciativa. A Márcia que alimentou a idéia e me fez querer fazer esse encontro. A Telma Flora que também me abriu espaço na 104 FM e movimentou amigos da imprensa para divulgar a noite, ela não pode comparecer por motivos de saúde e me ligou no outro dia. Ao Clovis que foi lá filmou e movimentou a festa, alem de ter desenvolvido comigo a nova logomarca do blog. Ao meu irmão Leo que esteve comigo na correria para fazermos as camisas do evento. Enfim, obrigado a todos.

O blogueiro e fotografo Julio Medeiros dando seu depoimento. 

Tia verá levando o seu para Cachoeiras de Macacu! 

Meu pequeno Daniel tranquilo no carrinho.

A Pipoca do Lucio fez sucesso. 

Meu pai levou logo 8 para distribuir aos amigos rsrsrs 

Dr. Ariel direto de Guaratinguetá no interior de São Paulo para essa noite. 

Antes de abrir o grupo Blogão dos Lagos, eu já vinha conversando com outros blogueiros sobre uma possível reunião informal da “classe” srsrsr. Mas de repente vi que ainda era cedo para isso. Era preciso primeiro desenvolver uma rede social.  Comecei a falar disso no Face Book e no Curinga. Uma noite mexendo no face aparece uma mensagem de que naquele momento estava entrando uma nova ferramenta  para o usuário dessa mídia, era esse sistema de grupos. Não pesei duas vezes e criei o Blogão dos Lagos. Comemorei quando atingimos 20 membros  e logo em seguida esses foram adicionando outros exponencialmente. Assim logo veio a necessidade de criar administradores para levar o Blogão adiante.  As vezes aparece alguém e diz sobre o “Blog do Victor”.  O Blogão não é meu. Eu criei, mas se eu sair ele não acaba! Sou junto com todos os envolvidos um animador dessa comunidade nascente que já gerou outros grupos mais específicos  e tem servido a seu objetivo de formar uma rede social. Pois pessoas que nunca antes teriam se conhecido hoje estão em contato umas com as outras. Isso é incrível. Mas podemos ainda muito alem. È só o começo.  A noite de autógrafos do meu livrinho acabou sendo uma reunião informal dos blogueiros- é evidente que não estava todos- mas havia uma representação de São Pedro da Aldeia, Cabo Frio, Barra de São João e quatro de Búzios. Isso pode se ampliar  e ficar mais forte. De forma informal vamos nos chegando até o momento certo para um seminário para blogueiros. Ia ser bem interessante. Mas por hora vamos fortalecer essa rede.
A movimentação  se iniciando 

Sandro Peixoto repórter do Perú Molhado- Fez o prefácio do livro e me pagou uma garrafa de agua. 
Grupos conversam

João Gautto ( Administrador) dá entrevista. 

13.7.09

Búzios: O Kiribati não é aqui...

Minha colaboração ao Peru Molhado foi uma longa matéria louca sobre o pequeno Kiribat. Um pais ilha que estava prestes a sumir do mapa por conta do aquecimento global  que ocasiona o aumento do nível do mar. Fiz na época uma comparação meio geográfica meio política comk Búzios, recebi elogios e muitas gozações .

A poesia ás vezes diz mais que análises e discursos. Em Haiti, Caetano e Gil opinaram e indagaram, mais indagaram que opinaram, sobre o Brasil. Pediram, clamaram como em uma súplica para que pensássemos no Haiti. Algumas pessoas me pediram que voltasse a falar - já fazem quase dois anos- do Kiribati, acho que se pode usar de rimas pobres para de alguma forma, sendo confuso e claro, juntar o ti do Haiti com o ti do Kiribati. Parafraseando os compositores baianos, me apoderando “antropofagicamente” da letra eis aí o Kiribati...

Kiribati

Quando você for convidado pra subir no alto
do rochedo do canto direito de Geribá. E ver o mar.
O mar de casas. Mar de casas.
E o não ver mais nada.
E quando você for até o canto esquerdo. Até o canto esquerdo,
que já foi azul e agora é preto.
Preto de esgoto, com espuma branca. Branca de esgoto,
que tem cheiro e gosto.
Cheiro de bueiro e gosto, gosto de medo.
Medo de leptospirose, ou qualquer doença de pele, que sob o sol se fere.
E toda ferida fede.
Pense no Kiribati, reze pelo Kiribati.
O Kiribati é aqui
O Kiribati não é aqui


Quando for ver um eco sistema frágil, de um município em formação: nos atrai, nos deslumbra e estimula. Porra nenhuma.Não importa nada, não interessa. Não interessa nada.
Só a grana, só o arame, só money, a bufunfa, o tutu, o cascalho.
Avistando a futura Tsunami de lixo de cima do terceiro andar de um sobrado revestido.
Revestido o concreto armado de madeira. Patinado, pra parecer antigo.
Mas quando for de carro até a ferradura. Constatar uma península sitiada, estuprada, degradada, arrebentada.
Pense no kiribati
Reze pelo Kiribati
O Kiribati não é aqui
O Kiribati é aqui.


Ou quando for vender foto de praia bonita parasuplemento de jornal, ou propaganda que reflita.
Nosso tal ar cosmopolita.
Ma que diante do mendigo na praça Santos Dumont,
ou perto dos excremento dos cachorros em uma praia azul, somos como qualquer periferia. São Gonçalo, Nova Iguaçu. Somos todos brasileiros, somos todos estrangeiros como no Kiribati ou aqui.
E se na Câmara você vir um vereador em pânico mal dissimulado,diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquerquestionamento sobre o plano diretor.Que pareça óbvio, que pareça certo.E vá representar uma ameaça de democratizaçãoda informação de que o recurso do petróleo não durará pra sempre.Nessa hora pense...



Quando você vir a menina uniformizada vendendo
passeio de barco ao lado da língua negra da praia da Armação.
Ou quando você sair para caminhar a beira do mar, e pensar: Que beleza de lugar!
Não seja babaca! Acreditando que Búzios é só isso. Sem ver que á apenas poucas luzes, ruas e pedras ele também é feito de Baía Formosa, Vila Verde, Rasa, Cem Braças e Capão. Mesmo que só vá até o pórtico sua visão...
Pense no Kiribati, reze pelo Kiribati
O Kiribati é aqui, o Kiribati não é aqui.

E quando você quiser ser inteligente sentado na mesa de um restaurante caro.
Ou um boteco barato.
Dando a sua opinião sobre a ocupação da A.P.A da azeda, do Breezes sobre dunas
(se é ruim ou não) ou sobre a importância ou não de Brigitte Bardot. Antes pense, reze e se lembre do Kiribati.


E quando for aceitar receber sem trabalhar em uma prefeitura ou em qualquer lugar.
E se politicar que todo turismo é turismo ou afirmar que dólar alto é bom ou que dólar alto é mal.
Ao filosofar sorrindo que todo dinheiro é bem vindo, e que não importa de onde veio, os fins justificam os meios. Lembre-se! Perca uns minutos pensando
no Kiribati, que não é aqui, que é aqui, que não é aqui, que é aqui, que não é aqui...

lembre-se do Kiribati pois em futuro próximo, mas tão próximo mesmo,
seu filho abrirá os livros de geografia
e na Oceania
o Atol que não estará ali, foi o Kiribati.
E não se assuste se no futuro só um pouquinho mais distante,
o mundo olhar o mapa do Rio, que no meio de Dezembro estará frio,
e não ver mais ilhas e nem istmo ou península.
Será difícil acreditar que um dia,
antes de todo tipo de abuso,
existiu Búzios.

Pois o Kiribati è aqui, não é aqui...


Victor Viana @VianaBuzios