22.5.11

Deus era a serpente e não o embuste moralista do Genesis. Uma reinterpretação pessoal das escrituras.


Pintura renascentista da expulsão do Paraíso 



Ouroboros (ou oroboro ou ainda uróboro) é um símbolo representado por uma serpente, ou um dragão, que morde a própria cauda. É um símbolo para a eternidade. Está relacionado com a alquimia, que é por vezes representado como dois animaismíticos, mordendo rabo um ao outro.. É possível que o símbolo matemático de infinitotenha tido sua origem a partir desta imagem.
O livro do Genesis - o primeiro livro da bíblia-  tem suas belezas imagéticas e sua importância para o reservatório histórico, literário, ético e moral da humanidade. Mas tem também suas contradições, muitas inclusive.  Por séculos a passagem em que Deus tira Eva- a primeira mulher- de uma costela de Adão- o primeiro homem-  foi usada para justificar todo tipo de abusos contra a mulher por se interpretar dessa passagem uma determinação divina de submissão da mulher ao homem.  É a recente e nova interpretação de que essa passagem diz ser a mulher, por ser  tirada da costela , alguém que está ao lado e não atrás ou a na frente do homem.  No catolicismo a interpretação desse livro está sempre sujeita as autoridades eclesiásticas  e seus documentos “ O magistério” . Nas comunidades evangélicas há tradição da livre interpretação herdada de Lutero, mas isso não aponta uma evolução na maioria das vezes. Mantém sempre a base de um moralismo exarcebado e crença em acontecimentos fantásticos que beiram ogrotesco. 

A  reinterpretação da bíblia não é algo novo. A mais celebre reinterpretação dos textos foi feita por Santo Agostinho de Hipona- Teólogo e Filosofo-  que sofreu grande influencia de pensadores  gregos- bem distantes do pensamento cristão-judaico -  como Platão por exemplo. A teologia da Libertação - nascida nas periferias da America Latina-  causou impacto com seu método indutivo de interpretar as escrituras e a própria  noção de cristianismo.  Assim me sinto então a vontade em meter a mão nesse balaio de gato e expor minha reinterpretação pessoal de uma passagem do Gênesis; a expulsão do Homem do Paraíso o pecado e a queda.  Talvez faltem partes relevantes em minha analise, talvez haja algumas lacunas a serem preenchidas em minha tese. Mas é tudo muito natural, pois é apenas um pequeno artigo emitindo uma visão pessoal e não um tratado teológico ou sociológico do texto bíblico.

Leia a passagem bíblica referida em  GENISES 

A imagem que se pintou do Deus biblico sofreu sempre influencia do deus da mitologia grega , Zeus.


Percebam que de repente o Deus amoroso - um artista-  some da historia e ressurge severo e proibitivo. Cria, mostra, mas no entanto proíbe o primeiro casal a comer de uma arvore cujo o fruto contem a Ciência do bem e do mal; é um fruto que contem o perigoso suco do Conhecimento.  É um ser representado por uma serpente então que chega e diz aos dois sobre o fruto, sobre suas propriedades de “abrir os olhos” .   Nessa parte logo se insinua que a serpente seria o tal Satanás, o demônio  que seria formado e lapidado ao longo da historia cristã  como uma entidade decaida, tão poderosa que até parece um deus ou no mínimo um semi-deus.  Mas sem mais rodeios eu não acredito nisso. Tenho pensado seriamente que houve uma armação aqui nesse texto bíblico. Depois de comerem do fruto o casal viu que estavam nus! Sim como aquele rei bobo da fabula que acreditava usar uma roupa que só os inteligentes podiam ver, e uma criança revela a todos os bobos que na verdade ele estava era nu! Então Deus chega pisando forte como um ditador e ao ouvirem seus passos, o casal sente vergonha de Deus e se vestem com folhas; na verdade parecem sentir medo. Medo de Deus. Esse é o grande mal que a religião institucional causa nos seres humanos, medo. A doutrina do medo que gera então a doutrina doente  excludente do merecimento; fazer tudo certinho para não cair no inferno e merecer o céu. Assim crentes de todas as religiões se julgam melhores que os que não fazem parte de sua confraria.  Essa noção de “escolhidos” é a base do fundamentalismo e de todo tipo de sandice feita pelas religiões ao longo da historia. Mas voltando ao assunto: a serpente é oDeus de verdade nessa historia! O outro que surge na historia e o texto diz ter expulsado o casal é um embuste. A serpente é um antiqüíssimo símbolo de sabedoria e imortalidade, por que surge na bíblia como uma figura que representa o mau?
O genises- é claro que você sabe disso- não é um texto histórico, é um parábola ilustrativa e não foi escrito quando o mundo começou, você sabe disso também.  Não há consenso sobre quando o Gênesis foi escrito, mas alguns estudiosos do assunto apontam que sua redação final aconteceu em torno do século 5 AEC, durante o período pós exílio quando a comunidade judia se adaptava à vida sob o império persa. desconfio que seja por isso que der repente o Deus amoroso e inspirado que criou o mundo- essa parte seria do texto original- de repente ressurge na historia tão mudado e a serpente, símbolo das ciências, surge encarnando o mau que depois se tornaria o demônio.  O certo é que o autor ou autores desse texto se serviu de varias lendas já existentes entre os povos vizinhos-  entre eles os Sumérios e Mesopotâmios -  e as adaptou a visão eclesial judaica que já estava sendo formada. 
        

Na passagem em que o casal aceita comer desse fruto, mais uma vez por séculos  a ousadia da mulher em comer e ainda oferecer ao homem do fruto foi usada para jogar a mulher no canto da historia humana e relegar a ela o papel de responsável pela queda e pela introdução do pecado na vida.  Mas desmascaramos a armação e revelamos que na verdade era a serpente Deus e aquele deus estranho um impostor o ato da mulher torna-se então um ato de coragem e sabedoria. Sim, a mulher sempre se mostra mais pratica e dada a ações mais virtuosas que o homem, é fato.  Diz o texto que Deus os expulsa do Paraíso; não creio nisso. Acho que eles ao terem seus “olhos abertos’ e descobrirem que estão nus saíram desse “Paraíso” como se saíssem da “caverna de Platão”  onde viviam uma encenação segura da realidade. Saindo de paraíso de rivotril escolheram a aventura da vida real, com suas alegrias e tristezas dores e prazeres,  escolheram estarem vivos.  A más intenções de desse falso deus do Gênesis já aparece que quando dá ao homem a incumbência de classificar os animais e nomea-los; o homem que era então um com o universo - não havendo a necessidade de nomes para diferenciar-se- torna-se agora um tolo “senhor das coisas“.
Ilustração para o Mito da Caverna de Platão 

Perceba a crueldade  desse “deus”  quando se diz no texto que ele castigou o casal e a serpente.  “ Parirás com dor”  “ Tirará o seu sustento com o suor do seu rosto”. Assim o texto desvirtua já de inicio duas coisas sublimes;  o dom da maternidade e valor do trabalho. Isso só pode mesmo ter sido escrito por alguém de algum clero restrito só a homens que eram sustentados por sua comunidade de crentes.  E a serpente diz-se  que foi amaldiçoada a rastejar no chão e na poeira. Então a serpente seria um Deus que conhece o chão e poeira, isso é ótimo. O chão onde pisa os pés descalços do pobre. O chão de onde surge a vida naturalmente e plantada pelas mãos do ser humano. O Chão para onde o corpo volta ao fim dessa vida e se torna de novo um com a terra.
 
Com esse texto Santo Agostinho inventa o pecado original – no qual Judeus e Mulçumanos não crêem-  e daí para frente toda a cristandade carrega os ombros já muito cansado da humanidade com esse peso, até as crianças recém nascidas.   Me junto a teólogos como Leonardo Boff e ouso chamar a todos a inventar proclamar apenas a existência da Graça Original.


Victor Viana @VianaBuzios 


Victor Viana é teólogo formado na Universidade Laical da Igreja Invisível 

Jornalista, participe da pesquisa “Jornalismo & Mídias Sociais”



A pesquisa online Jornalismo & Mídias Sociais é uma parceria da ARTIGO 19 com o escritório da UNESCO no Brasil e Portal Imprensa. Participe! A divulgação dos resultados da pesquisa fará parte das atividades de celebração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa no Brasil. Acesse http://artigo19.org/midiassociais/pesquisa

O objetivo da pesquisa é identificar desafios e possibilidades do uso de redes sociais para o exercício do jornalismo.  Ajude-nos a disseminar esta pesquisa na rede, colaborando na sua divulgação junto aos profissionais de mídia. Ela reúne 32 questões bastante diretas, passíveis de repostas rápidas, em poucos cliques e minutos. As respostas podem ser anônimas.

Fonte: http://artigo19.org/?p=403


  

21.5.11

Muchacho Bicho Doido; Um lutador da Rasa e lider de si mesmo. Exercendo seu direito cosntitucional

Exercendo seu direito constitucional de protestar 



19.5.11

Intervenções Urbanas em Búzios... bons tempos

Como se vê a arte em um município como Búzios? Bem, analisando pela onda de intervenções urbanas que proliferam pelas grandes cidades podemos pensar como se daria isso em Búzios?
Com a arte de intervir em um ambiente urbano, mas também interiorano como Búzios? Como não descaracterizar um lugar tão típico? Búzios não tem tradição nessa área? O processo de intervenção urbana não é novo, o que é novo é essa nomenclatura. Em búzios nos idos de 80 houve um processo de intervenção urbana que ainda pode ser visto em algumas partes das servidões que dão acesso a praia de Geribá. São pinturas feitas nos muros dessas servidões onde se registrou a filosofia de vida ( em muitos caso em um humor sutil ) que embalou um tipo de turista e veranista que não existe mais em Búzios, ficou no passado. Infelizmente essas pinturas estão sendo substituídas pelas pinturas arredondadas e grandes feitas pro grafiteiros imitando as pinturas das concentrações urbanas americanas. Quem quiser conferir é só ir a uma servidão da praia de Geribá e ver um pintura abstrata com a citação de um texto sobre espiritualidade do Dalai Lama ou um desenho bem humorado com uma frase de apologia a não estudar. Vale a pena para ver um tempo que passou mas que ficou registrado nos muros de uma servidão. O pendulo do tempo e fugacidade da arte.


Victor Viana  @VianaBuzios 

17.5.11

Criador de demônios.



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Peguei um demônio para criar. De tanta pena que dá do mau.
O  sevei  com todo tipo de lavagem boa. Daquelas da qual se alimentou o filho prodigo.
Aconselhei-lhe a deixar crescer os cabelos e a barba. Para se parecer com Cristo, como fez John Lennon e Che Guevara.
Era um demônio bom. Cheio de boas intenções...
O eduquei seguindo a risca o método do cantinho da reflexão.  Com doses de grande amor. A qualquer travessura lhe enfiava um ferro quente na mão.
Ao aparar seus chifres notei que uma lagrima corria de um dos seus 365 olhos gordos.
Com a mão espalmada ao peito me confidenciou o amor,
que tinha por uma santa mulher que lhe prometeu o coração depois que ele subisse a montanha e matasse um dragão.

Victor Viana @VianaBuzios 


15.5.11

Os pescadores na cultura buziana

Os pescadores nas raízes da cultura buziana

Como o assunto estatuas da assunto ( olha a redundância ). Aqui esta a estátua “Os pescadores”.  O que posso dizer sobre elas? Bem, foi uma grande idéia por elas onde  estão, você pode conferir na foto. E sobre os homenageados; os pescadores- pois muitos podem não saber- mas existia vida aqui antes de Brigite Bardot. Não foi a francesa que inventou Búzios. A“Ponta dos Búzios”,como está registrada em cartas navais dês do século IVX , o atual município de Armação dos Búzios. Aqui era uma aldeia de pescadores, todos viviam essencialmente da pesca. A cultura do pescador é muito forte em Búzios, por sorte isso não parece estar totalmente esquecido. O ultimo prefeito era pescador e o atual é filho de pescadores. Hoje os pescadores estão organizados em colônias divididas pro praias onde eles residem. Foram elevados aqui ao pomposo titulo  de Heróis do Mar, o que é muito justo. Essa estatua é muito importante. Ela aparece em muitos dos cartões postais de Búzios,mas bem poderia estar mais em destaque as razões pelas quais ela existe. Porque pescadores há em toda Região dos Lagos, então os turistas não estranham que haja uma estatua para eles em cada município. Deveria haver algo que diga a todos que em Búzios o pescador esta em posição de destaque na cultura dessa cidade. São muitos os heróis do mar que ainda estão vivos e contam estórias fantásticas sobre o mar. Há seqüências de quadros e pinturas em muros - infelizmente os quadros da rua da Brava foram retirados-  e bares da cidade retratando esses homens guerreiros e suas esposas igualmente guerreiras. A estatua fica na Orla Bardot,  é uma pena que essa estatua fique ofuscada pela da Brigit. Pescadores é uma estatua cheia de sentido! Se descorda de mim pode se expressar a vontade aqui mesmo nesse blog ou pelo e-mail ocuringadebuzios@hotmail.com

Victor Viana @VianaBuzios

14.5.11

São Sebastião/ Padroeiro do Rio de Janeiro



Peça feita pela artista plástica Tia Eva 
Com 50 cm de altura é feito com fibra de milho tendo a base em taboa trançada.  Está amarrado em tronco reproduzido a partir de um ramo de Palmeira Imperial.

R$ 85,00    

Falo mal de Caetano mesmo, não tenho medo de por minha mão em vespeiro. Por Esmal Carolho



Sei que estou metendo minha mão em vespeiro. Mas fui acusado por um boysinho babaca, lá do Pier de Ipanema, de que só critico músicos notoriamente ruins; garotinhos bobos como Luan Santana, bregões como Alexandre Pires, bandas falidas como RPM e mela cuecas como Fabio Junior. Então vamos a um falador de merda, um intocável, fora do sentido indiano da palavra, Caetano Veloso. Fez coisas geniais? Grande obra, mas não chagamos a tanto. A Tropicália foi o maior movimento cultural do pais? Fala Serio hahahahahaha! Primeiro que a Genesis do movimento já estava antes em Jorge Mautner e Helio Oiticica. Depois a sonoridade mistureba ( que nem sempre dá certo) é bem Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles, NE!? Como intelectual, não acho que seja assim tão “Intelec”, é culto apenas. Sua visão política se torna a cada dia mas questionável ( Caetano apareceu uma vez na TV pedindo voto para Roger não sei das quatas! Lembram!?). Mas, mas, mas vamoooooooooos de musica! Faz exatamente mais de uma década que Mano Caê não faz um disco digno de toda sua fama. Só para lembrar como era chato aquele disco em que ele cantava aquela merda de “Sozinho” do penugem. Depois disso saiu a fazer "experimentalismos mais ou menos" passando por canções porcamente cantadas em Italiano até rock tocados da forma mais chata que já se viu, finalizando com esse tal de Zi e Zé. Sei lá!


OBS: Essa é minha critica de despedida do blog “O Curinga de Búzios” , AGRADEÇO A TODOS OS ENVOLVIDOS ( EM ESPECIAL AO NALDO MARQUEZ – MELHORAS CARA,A VIDA SEGUE!- E AO VICTOR VIANA, PARABÉNS POR MAIS UM FILHO!) . Estou montando o meu próprio blog e logo estará no ar. Mas fiz amigos nesse Curinga e levarei isso para a vida toda! Obrigado amigos, vocês são foda!

Esmael Carolho Produtor e critico musical que não tem medo de meter a mão em vespeiro.

13.5.11

Alair volta a suas origens! ( por Clvovis Bate Bola )

http://blocodoclovis.blogspot.com
Na 104 FM Alair Correia afirmar que é socialista. Disse inclusive que o PC do B quer ele como candidato.

O futuro é logo!

Por razão de manutenção feita pelo suporte do Blogger perdemos as imagens dessa postagem. 



Há mais de 10 anos atrás o ambientalista - Fundador do Jornal “O
Búziano” - Tito Rosemberg disse que Búzios sofreria uma
descaracterização muito grande se a especulação imobiliária não fosse
contida. Quando disse isso muitos não acreditaram nele e até
defendiam as intervenções que estavam sendo feitas na península que
acabaram com o verde de nossas praias e topos de morros. Hoje
entendemos o que Tito queria dizer e temos que admitir: o Tito estava
certo... eu escrevi uma serie de matérias para um jornal pertencente a
uma ONG carioca sobre o assunto em 2008, mas acharam que eu
estava fazendo muito juízo das coisas. Queriam dizer com isso que eu
deveria somente retratar o fatos dos topos de morro estarem tomados
de casas mas que eu não deveria atacar e opinar sobre as razões que
levaram Búzios a esse estado critico em que se encontra. A foto ao
acima é uma produção do Tito de 1995. mostra o bairro e a praia de
Geribá em um futuro próximo...muito próximo pois hoje em 2010 não
estamos longe disso. Agora quem vai parar essa invasão de
condomínios e resorts em Búzios?

Segue a baixo a matéria que fiz e nunca foi publicada:

O direito a beleza e os topos de morro ( Buzios)

O Rio de Janeiro é sempre curioso e diferente. O Rio é uma cidade muita bem
desenhada com a sinuosidade dos morros e montanhas como uma
Grécia tropical. Sempre foi típico na historia que as pessoas com
poder e riqueza escolhessem as elevações para construir suas casas,
deixando que os camponeses morassem abaixo de seus pés. No Rio,
talvez pelo fascínio que temos pelo mar, uma herança lusitana, a
elite carioca foi se estabelecendo as margens deste. Em contra
partida os empregados e migrantes foram, uma herança
quilombola, subindo os morros, e diferente da já citada Grécia, foi se
formando as favelas, paisagem tão carioca quanto a imagem do
Cristo sobre o corcovado. O território de Armação dos Búzios integra
a baixada litorânea fluminense à leste da baía da Guanabara e
localiza-se na faixa transitória de inflexão da costa sudeste
brasileira. Ocupa uma área estimada em 95 Km, não possui distritos
e a ponta dos Búzios, que alguns chamam de península, mas não é,
abriga a Cidade de Armação dos Búzios. Esta complexa cidade do
interior de população cosmopolita é cercada de morros de baixa
elevação, onde afloram uma riquíssima e rara vegetação. Aqui a
elites, sejam cariocas, de outros estados ou paises, foram ocupando
as margens das praias e cobrindo a visão de quem passa. Da década
de noventa para cá se tem observado a rápida ocupação dos morros
da cidade. Aqui não se deu como na cidade do Rio, foram as mesmas
elites que subiram estes morros, e cada dia o que se vê é a formação
de “favelas” de luxo. Os topos de morro têm de ficar livres da
ocupação, pois o povo, seja elite, ou sejam pobres, tem direito à visão
da beleza, alem de que topos de morros preservados controlam o
clima tornando-o agradável com aquele ventinho gostoso que todos
o que migram a passeio para a Região dos lagos gostam e prezam.
Búzios tem em seu plano diretor, leis muito fortes sobre a proteção
do solo, mas este plano diretor tem sido violentado por uma câmara
de vereadores despreparada e desinteressada em criar um turismo
alto sustentável onde sejam mantidas as características naturais que
fizeram de Búzios o lar e o destino de pessoas vindas de todo o
mundo. Quando se fala de inclusão social, nunca se pode esquecer
que um dos direitos inalienáveis de todo ser humano é o direito a
beleza. E seja no Rio ou em Búzios, o cidadão, seja elite, seja popular,
tem o direito de andar pela cidade e ver a beleza que há no alto dos
morros, ou subir esses morros e ver beleza cheia de horizonte do
mar. No alto dos morros cariocas há uma população que tem a vista
privilegiada do Rio, mas tem seus horizontes fechados em
comunidades onde o estado esta ausente. Em búzios estamos
correndo o risco de perdemos nosso horizonte porque uma cidade
não é feita só de casas, condomínios e ruas. Em ambas as cidades, na
metrópole e na antiga vila de pescadores ainda há topos de morros
ou montanhas a serem preservadas e há principalmente a
oportunidade de mantermos cidades desenvolvidas, mas abertas à
beleza que é de todos.

Victor Viana @VianaBuzios

10.5.11

O lacraia se foi....

Vai Lacraia, vai lacraia...vai em paz
O dançarino de funk carioca Marco Aurélio da Silva Rocha, conhecido como Lacraia, morreu na madrugada desta terça-feira, aos 33 anos. Ele estava internado no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, na Tijuca, subúrbio do Rio de Janeiro, onde se tratava nos últimos meses de uma doença crônica não divulgada. A causa da morte ainda não foi informada.
A notícia da morte colocou Lacraia nos Trending Topics do Twitter

9.5.11

O Jacaré triste de Búzios.

Recorte da ultima edição do Blogão dos Lagos sobre o fato inusitado 



O Jacaré enorme passou solitário em frente ao Cine Bardot, observou os cartazes anunciando filmes argentinos. Seguiu  Olhando as construções,  uma cidade inteira toda patinada para parecer antiga.  A Rua das Pedras lotada, fervendo de gente. O Jacaré  foi saldado por alguns amigos de copo, mas não fez paradeiro. Indo em direção ao píer da Armação, seu coração doía. Solitário e ferido pelo fim do amor. O céu cravejado de estrelas era quase uma afronta a toda sua dor. Saltou. De olhos fechados pensou que morreria. Mas não sentindo o choque frio com a água e percebendo-se em movimento, ao abrir os olhos constatou que estava em um  catamarã cercado de japoneses tirando fotografias. 


Victor Viana VianaBuzios 

Antes do acidente o jacaré foi visto assim pelas ruas de Búzios 
Essa micro crônica estará no livro " E os animalzinhos subiram de dois em dois- Um manual para se entender os Búzios"  que será publicado pelo autor ainda esse ano. 

JORNAL “Demorô!” MAS CHEGOU!

jornal a favor da educação. Um jornal a favor da cidadania. Um jornal que celebra a juventude e a alegria de viver!

Assim é “Demorô!”. Um jornal diferente: jovem e com linguagem direta, bem humorada, simples. O público? Adolescentes, jovens estudantes. 

6.5.11

O Curinga de Búzios entrevistou o repórter Sandro Peixito do Perú Molhado

O repórter Sandro peixoto 

Logomarca do jornal 

( Entrevista de 5/5/02009 )

O Curinga de Búzios tem o prazer de brindar nosso leitores com uma entrevista arretada. O entrevistado é o pernambucano erradicado em Búzios Sandro Peixoto. Ele é o super repórter do Peru Molhado ( Que segundo palavras de Anselmo Góis é o Ny Work Times de Búzios ). Sandro falou abertamente sobre sua antiga profissão de coveiro; suas opiniões em relação a ambientalistas buzianos e Brigit Bardott. Tocou em temas polêmicos como sua opinião sobre o Padre Ricardo Whaytt, as estatuas de Búzios, sobre o processo que sofreu ao defender publicamente o jornalista Claudio Kuck, o prazer de ler e escrever para um jornal e ainda revelou que pretende se casar de novo. Confira um pouco do pensamento e da vida de Sandro Peixoto nesta entrevista ao Curinga!








Sandro vou te fazer uma pergunta capciosa. O que você acha de Rui Borba, dono do jornal Primeira Hora, ser parte do governo de Mirinho Braga? Isso deixa o jornalismo desses quase diário comprometido? ( Victor Viana )




Deixar deixa, mas, todos fingem que não. Os jornais do interior viraram ferramentas políticas e os donos dos jornais a muito perceberam isso. Já que os políticos os usam (os jornais) para ganhar poder, também é possível o dono do jornal fazer o mesmo. Dr. Rui sempre quis entrar na política. O meio mais fácil foi abrir um jornal já que ele tinha grana, mas não tinha histórico político.



E impossível não tocar em um ponto de sua biografia. Como foi ser coveiro, o que ficou disso em sua vida e em sua profissão como repórter? ( Esmael Carolho)

Comecei trabalhar desde cedo. Minha mãe teve nove filhos (sou o primogênito) e se divorciou do meu pai. Morávamos ao lado de um cemitério, por isso, foi mais fácil começar a vida de coveiro. Ser coveiro é uma profissão como qualquer outra. Com a vantagem que nenhum cliente volta para reclamar do serviço. rsrsrsr
Em relação a minha atual profissão ajuda porque as pessoas tendem a ser mais pacientes por causa do meu passado. Meus erros são `compreendido. Quando escrevo besteira o sujeito diz: tudo bem. Ele é esforçado. Era apenas um coveiro...

Sandro em uma edição do Perú você, saindo em defesa do jornalista Claudio kuck, que Carlinhos da Marisol é o homem mau do governo de Mirinho. Como você vê atuação dele na prefeitura agora já passado alguns meses da posse dessa nova gestão em Búzios? Você sofreu represálias por essa afirmação? ( Victor Viana )


Todo governo tem seu Carlinhos Gonçalves. Lula tinha José Dirceu. É preciso ter alguém de confiança para dizer não; atacar os adversários; fazer as maldades necessárias. Carlinhos não é mal porque quer. Ele é apenas uma ferramenta de sistema. Um mal necessário. Reclamei porque ele atacou um grande jornalista (Kuck) sem motivos e sem conhecimento de causa. Não foi por corporativismo. Sobre seu trabalho no governo, acredito que esteja tudo bem, pois a cada dia ele fica mais forte.
Em relação a represálias não sofri nenhuma. Apenas fui processado civil e criminalmente por ele.


O Plano Diretor de Búzios serve para alguma coisa? ( Esmael Carolho )


O Plano Diretor de Búzios será apenas letra morta se não houver comprometimento público. É preciso que os administradores o respeitem e que a população fiscalize. Qualquer lei, até mesmo a Constituição não vale nada se não for respeitada. A aprovação do Plano Diretor de Búzios foi um grande passo para organizar o futuro da cidade. Agora ao menos já sabemos para o buraco que estamos indo.


Você se sente um cronista de Búzios? O Perú, em sua opinião, tem essa função? ( Raquel Nascimento )


Acredito que minha maior virtude como repórter seja o fato de ser pobre. Como ando a pé, sinto a cidade e seus cidadãos de uma maneira mais próxima. Por ser uma cidade pequena, em Búzios a notícia vem até você. Porém é preciso ter faro para entender o que é notícia. Nem tudo que acontece interessa ao coletivo. Não me sinto um cronista e sim um contista. Costumo dizer que não trabalho, apenas conto histórias e estórias.
Em relação ao jornal, acredito que o Perú Molhado seja mais que um simples jornal. Nesses 29 anos de existência ele se transformou numa instituição buziana. Foi nas páginas do Perú que a cidade discutiu suas mazelas nas ultimas três décadas.


Você foi entusiasta das obras do resort Breezes, mesmo com ambientalistas do calibre de Gabriel Gialluise afirmarem que a obra estava sendo construída sobre as dunas. Como você se posiciona hoje? ( Victor Viana)


O problema de certos ambientalistas é que eles são contra apenas porque são contra. Acham que todos os investidores são vampiros desmatadores. As aclamadas Dunas de Tucuns foram exterminadas pelo governo de Cabo Frio quando usou parte da areia para aterrar a estrada que liga nossas cidades. Na época, nenhum ambientalista falou nada. Nesses mais de 20 anos em que Gabriel (já que você o usou como exemplo) mora em Búzios viu surgir em Tucuns uns 20 Breezes de pobre, inúmeras invasões, inclusive sobre dunas e lagoas e nunca reclamou. Sabe como é: brigar com pobre não dá ibope.

Você morou em Tucuns, área onde está a tal obra, isso influenciou você em algum momento? (Raquel Nascimento )


Influenciou porque tive mais argumentos para defender meus pontos de vista. Conheço bem aquela área. Meu filho cresceu naquela praia, foi lá que aprendeu a andar de bicicleta. O dono da construtora Wrobel deveria ganhar uma estátua em praça pública. Somente um louco ou visionário investiria 30 milhões de reais numa área degradada e cercada imóveis em situação irregular.


Você já recebeu homenagens da câmara de vereadores de Búzios. Já foi convidado a se eleger a vereador? ( Esmael Carolho)


Essa foi a melhor pergunta: Já recebi e me sinto honrado com isso. Fui laureado com uma Moção de Repúdio pelos vereadores buzianos. Somente o vereador Adilson da Rasa votou contra a indicação. A câmara de Búzios oferece Título de Cidadão Buziano ( para quem é de fora mas tem bons serviços prestados na cidade, mas isso é tudo balela pois o tal título virou uma ação entre amigos) Medalha Bento Ribeiro Dantas( para os nativos que se destacaram de alguma maneira), Moção de Aplausos para entidades merecedoras e Moção de Repúdio para quem ousa falar a verdade. Escrevi um texto sobre um circo que foi alugado por alguns pastores evangélicos para fazer milagres a alguns vereadores evangélicos não gostaram. Sobre ser vereador, é claro que algumas pessoas já me perguntaram se não tinha vontade. Sempre respondo a mesma coisa. Não tenho votos, Não tenho como mentir para meus amigos e não acredito no sistema. Basta não!?


Sandro algumas de suas entrevistas são apontadas como polemicas. Até que ponto esta polemica esta vinculada a venda de jornal pura e simplesmente? (Naldo Marquez)


Meu texto é o texto do Perú Molhado. Acredito que não consiga trabalhar em outro jornal que não seja o Perú. Sempre sonhei ganhar a vida escrevendo. Sou um escritor frustrado. Sorte ter encontrado um jornal tão louco. Quem tem a sorte de poder escrever num jornal como o Perú tem a obrigação de dar uma conotação diferente nos fatos do dia-a-dia. Quanto mais engraçada a entrevista mais ela repercute.

Esta desavença pública sua com o padre Ricardo seria uma maneira de vender mais jornal, seria puro marketing ou a por trás destas brigas a um real interesse pelo bem da região relacionado com as festas tradicionais da cidade? (Naldo Marquez)


Nem uma coisa nem outra. O Padre Ricardo tem uma grande importância na vida católica da cidade, mas, há muito tempo ele se afastou da família católica buziana. Virou um pop star. Não interage com seus fieis e com isso a cada dia que passa os católicos diminuem na cidade. Quanto as festas, sempre lutei por elas, pois acredito que durante anos elas foram um ponto de encontra na cidade. Era nas festas de Sant`Anna e de Santa Rita que as famílias buzianas se encontravam. As festas eram menores, mas, muito mais alegres. Depois tudo ficou grandiloqüente, os palcos ficaram imensos e os shows e as barracas ficaram mais importantes que a Santa.
Um exemplo da loucura: teve um ano que o dia de Santa Rita caia numa sexta-feira. Os barraqueiros chiaram. Afinal, no dia da procissão a festa é eminentemente católica e é proibido vender bebidas alcoólicas. Pressionado o padre mudou a data da procissão. Ora, a santa era o motivo principal da festa. Foi relegada a segundo plano por causa do lucro puro e simples. Quanta contradição. Logo eu, um ateu convectivo lutando para que as tradições religiosas da cidade não acabem.
Vá entender...

Você exercendo esta função de colunista e repórter te realiza? Era um sonho trabalhar em um jornal? (Naldo Marquez)



Como respondi acima, sempre sonhei ganhar a vida escrevendo. Estou realizado e muito feliz. Afinal, trabalho num dos melhores jornais do Rio de Janeiro e ganho bem pra caramba. Se contasse a vocês quanto recebo por mês ninguém acreditaria. Trabalho em casa, de bermuda e sem camisa. Estou escrevendo nesse momento na mesa de um bar na Praça Santos Dumont, em Búzios. Tem vida melhor?

O que de bom e de ruim poderemos ter agora que o diploma universitário não é mais obrigatório para exercer a profissão de jornalista? (Naldo Marquez)


Ter um diploma sempre é bom. Não tenho porque não tive oportunidade de seguir meus estudos. Dificilmente teria diploma de jornalista. Seguiria outra profissão. Professor talvez. Escrever é para quem talento. Não será um simples diploma que vai te empregar. É preciso ser bom no que se faz, mas, reafirmando o que disse acima, o diploma é sim, muito importante. Para mim importante mesmo foi ler. Leio tudo. De revista feminina e bula de remédios. Só não leio a Caras porque não há nada para ler naquela revista, só para ver. Ser jornalista, escrever num jornal é como jogar futebol. Tem que mostrar serviço todos os dias. É preciso estar em forma. Ninguém precisa fazer curso para virar escritor, mas, uma boa faculdade ajuda muito. Sofro bastante por não ter feito uma.


Como è visto aquela construção do banheiro em forma de rocha, foi exagero, é arte ou seria frescura em mais uma tentativa da prefeitura de mostrar os seios para o turista estrangeiro? (Naldo Marquez)


O problema é que certas pessoas quando chegam ao poder querem realizar seus sonhos próprios. Aquilo foi uma loucura de Octavinho, que sempre quis impor sua marca na cidade e que ficou chateado quando nos primeiros anos de governo o também arquiteto Hélio Pellegrino foi convidado pela prefeitura para construir algumas coisas na cidade, como o Portico. Octavinho queria deixar sua marca e infelizmente deixou aquela merda que destoa de tudo.

Victor Viana que escreveu no Perú molhado critica o excesso de estatuas em búzios. Como você vê isto? Seria uma propaganda política para chamar turistas somente, ou elas fazem parte da historia e da cultura de búzios?
(Naldo Marquez)


Estátuas nunca fizeram parte da cultura da cidade. Foi uma coisa que `aconteceu`, no governo Mirinho. Naquela época, a prefeitura estava com sobras de caixa, sobrava dinheiro demais e era preciso inventar alguma coisa para gastar. Primeiro foi a Brigitte para agradar os turistas; depois os três pescadores para agradar os nativos; depois o negro da Rasa para agradar a população afro descendente; depois o pastor para agradar os crentes e depois duas crianças com um cachorro ( Praça dos Osso) porque sobrou bronze no atelier da artista Cristina Motta, criadora de todas as estátuas de Búzios.



Como você vê o culto à imagem de Bright Bardot.
(Naldo Marquez)

Uma coisa ultrapassada. Que já deu o que tinha que dar.


Você e um cara família, gosta de estar com sua família como é Sandro na intimidade ( Raquel nascimento)

Sou uma pessoa muito sozinha. Solitário até. Mas não sofro com isso. Gosto de ficar só. Sou separado e pai solteiro. Vivi com meu filho durante sete anos. Agora que ele fez 14 anos resolveu morar com a mãe no Rio. Mesmo quando morava com minha mãe junto com oito irmãos, era sozinho. Minhas idéias sempre foram pouco compreendidas na minha casa. Durmo tarde, acordo tarde. Goste de cerveja, de vinho bom, de filmes de qualidade de cozinhar e de mulher cheirosa. Adoro as mulheres, principalmente as negras. Duas coisas que detesto. Religião e gente burra. Não suporto.No momento estou querendo casar de novo.




Que eventos culturais você destacaria em Búzios, e quais você vai de Fato. ( Ismael Carolho

Evento Cultural em Búzios tem pouco. Aqui os eventos são puramente comerciais como o Festival de Cinema e o Festival de jazz e Blues- ambos organizados por empresários e que visam lucros. Nada contra. Búzios é uma cidade sem cultura. Aqui nem festa junina dá certo. Não vou a nenhuma. Aliás, só vou a trabalho.




A uma formula para ser um bom jornalista hoje? Ser polemico dizer coisas que o povo quer ouvir, por exemplo, vende jornal? Como você si situa hoje no meio jornalístico. (Naldo Marquez)


Não sei por que não sou um bom jornalista, apenas um repórter esforçado. A fórmula na verdade é simples: saber ouvir, ser honesto com os fatos, respeitar as fontes, acreditar no que faz e principalmente ler. É preciso ler para aprender a escrever. Eu, por exemplo, me sinto um simples observador que tem uma vantagem em relação aos outros observadores. Tenho um jornal a disposição para colocar minhas perspectivas.
O que vende jornal é notícia boa, bem escrita e se possível exclusiva.


Quando você esta em casa Sandro que tipo de filmes você gosta de assistir, me diga se possível quais foram os três últimos filmes que você viu? ( Ismael carolho)


Gosto de ler e de assistir filmes. Detesto filmes dublados. Não vejo nem que a vaca tussa. Lembro bem dos três últimos filmes que vi. Estômago (excelente produção do diretor Marcos Jorge) Peixe Grande (inesquecível e pela terceira) vez e O Curioso Caso de Benjamim Button.



Para terminar. O Perú entrou no Guinnes Book como o maior jornal do mundo, vocês já estiveram no JÔ, vários jornalistas elogiam o jornal, você foi a China. Você são duros como gostam de dizer no jornal ou isso é só uma brincadeira? ( Esmael Carolho )


Somos duros, porém criativos. Sou nordestino. Nasci no Recife. Não esmoreço nunca. Cresço na adversidade. Gosto de trabalhar com problemas. Nesses momentos minha criatividade ( se é que tenho alguma) aflora ainda mais. Batemos um recorde, fomos ao Jô e a China com dinheiro dos amigos. Aliás, estamos meio duros. Se alguém estiver com algum sobrando, agradeçemos...

OBS. Desculpem os erros de digitação.É complicado escrever com uma cerveja ma mão.





Para que o leitor do curinga conheça um pouco deste grande jornalista veja este vídeo que não tem nada haver com a entrevista mais por falta de fotos e carência de recursos postamos este vídeo que achamos na net dê uma olhada e conheça esta figura.




3.5.11

O Segundo capitulo do livro para discussão e ...

O caminho para a escola

(se preferir escute o primeiro capitulo antes 03 - Captulo 1- Pegar o nibus.wav)

Passo andando em frente à Praça Santos Dumont. Você sabe quem é Santos Dumont, não é!? É o cara que inventou o avião! Ele era brasileiro, ele tem uma casa maneira lá em Petrópolis, fui com meu pai lá uma vez. Lá garoa muito e o meu guarda-chuva teve grande utilidade! Mas continuo o meu caminho, passando em frente ao cinema, a minha frente já vejo o mar; é a praia da Armação. Nela tem um píer que chega bem pertinho da ilhota que chamamos de “ilha do caboclo”, o meu amigo Vini nada até Lá. Viro à direita, vou pela orla, que se chama Bardot. Tem este nome para homenagear uma famosa atriz francesa a Brigitt Bardot. Ela passou as ferias aqui quando minha cidade era só uma vila de pescadores. Eu já vi uma foto dela, era maior gatona! Agora parece já é uma senhora e passa seu tempo brigando com paises da Ásia porque eles comem cachorro. Será que eles comem cachorro porque gostam, ou será que é porque são pobres? Meu avô me falou que Quando era criança, no sertão da Paraíba, ele encontrou uma família que de tanta fome comeu o cachorro que tinham em casa. Eu tenho um cachorro de estimação, como deve ter sido para as crianças daquela família comerem o cachorro deles? E a carne de Boi que eu como? O que separa o boi do cachorro na hora de comermos? Bicho estranho o ser humano. Tudo isso eu estou questionando debaixo do meu guarda-chuva sempre aberto. Quando penso nessas coisas injustas eu procuro não me irritar com os que implicam com o meu guarda-chuva. O sol ta se abrindo! È dia de semana, mas ta cheio de turistas estrangeiros, todos sorrindo; estão de ferias! Eles me olham e acham engraçado um garoto tão jovem com um guarda-chuva ou guarda-sol aberto, como dizem, é coisa de velhinha andar com o que se chama de sombrinha. Sigo eu pela Orla Bardot, passo em frente a estatua do JK. Você sabe quem é JK? Essas são as iniciais de Juscelino Kubichek. Foi presidente do Brasil em 1955, foi ele o idealizador da nossa capital “Brasília”. Que foi projetada pelo grande arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer. A estatua é engraçada. Ele esta de frente para o mar com uma das mãos levantadas e um dos pés sem sapatos. Finalmente fim da orla. Digo finalmente, só por dizer, na verdade gostaria que ela fosse maior. Você já sentiu isso em algum momento da sua vida? Vontade de que a rua não tenha fim ou que o carro em que você esta viajando nunca chegue? Cheguei na escola, o portão ainda não abriu, tem um bando de gente na frente da escola. Antigamente eu procurava chegar mais tarde para não ser aporrinhado enquanto espero para entrar. Mas sabe de uma coisa? Não da para ficar fugindo de tudo o tempo todo. É preciso enfrentar a vida. Caramba! Lá vem o Graco! O Graco é um valentão, “Zé mané" aqui da escola, todo mundo tem medo dele, sempre implica comigo e o meu guarda-chuva aberto. Para ele parar de me encher, eu quase fechei o meu guarda-chuva. Mas não! Não é por ele e nem por medo que eu irei fechar o meu guarda-chuva!



2.5.11

O escritor e jornalista Nelson Coelho elogiou nosso blog e a matéria sobre o Funk Carioca! Quanto Orgulho!



Conheci a obra do Nelson Coelho quando tinha 17 anos e des de então sua literatura tornou-se para mim uma grande referencia tanto como escritor como também ser humano. Eu quando li pela vez o Nelson não tinha desejos de ser repórter ou redator, queria ser escritor mas me achava  incapaz. Então li o louco "Nas Pernas do Longo Rio" e minha vida deu um giro que colocou de ponta a cabeça minhas crenças e minha maneira de ver e fazer arte. O elogio por parte desse grande jornalista- que hoje não exercer a profissão e usa o e-mail de sua esposa, a condessa Aycilma de Sesti Coelho- foi simples, mas me encheu de orgulho: "Excelente. Melhor impossível, profissional. Nelson" Uma vez ele também elogiou minha poesia : " Versos rápidos, emoções rápidas e imagens rápidas. Gostei" 
Mestre Nelson Coelho 






Nelson Coelho

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nelson Coelho (Monte Santo de Minas, 1928) é um romancista e contista brasileiro, tendo também trabalhado como jornalista e crítico de arte.

Estreou na literatura em 1952, com “Contos Menores”. O crítico Sérgio Millet, criador da Semana de Arte Moderna de 1922, com Mário de Andrade e Oswald de Andrade, escreveu sobre esse livro no jornal O Estado de São Paulo: "Com sua técnica inédita em nossa ficção, seu surrealismo surpreendente e humor voltairiano..."

Saudado pelos críticos, na companhia de Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles e Dalton Trevisan, como um dos melhores contistas brasileiros, Nelson Coelho já publicou doze livros entre contos e romances.

Idealizou e organizou, em 1956, o I Congresso Brasileiro de Contistas.

Como jornalista, foi por dois anos correspondente do Jornal do Brasil em Nova Iorque, editor da Revista Senhor e colunista da Folha da Manhã. Foi crítico de Artes Plásticas e júri de seleção e premiação da Bienal de São Paulo.

No período em que foi jornalista em Nova Iorque (1956-58) cursou Literatura Comparada na New York University. E residindo em Londres(1967-68), estudou Psicologia na London University.

É casado com a Condessa Aycilma de Sesti.

Em 2009, Nelson Coelho lançou seu site pessoal,[1] no qual passou a disponibilizar, gradualmente, seus livros para download gratuito.

Seus livros figuram entre as mais profundas obras do pensamento moderno brasileiro, tendo influenciado muitos escritores, entre eles o grupo fluminense do Ant movimento Nova Ordem [2] e a linha editorial do jornal e blog O Curinga de Búzios [3] onde está sendo homenageado com artigos, crônicas e entrevistas que visa dar uma contribuição a literatura brasileira registrando mais informação sobre este autor.


29.4.11

O Maior movimento cultural brasileiro depois do samba! O Funk Carioca ainda sofre preconceitos.



Um baile funk lotado.
Porque  uma expressão artística construída coletivamente de baixo para cima toma conta do país e influencia o mundo. 


Em uma conversa com amigos- entre eles alguns nem tão amigos-   algum saudosista e passadista afirmou que dês da década de 70 não surge um movimento ou movimentação cultural de grande envergadura no Brasil.  De  certa forma - salvo algumas pequenas discordâncias- o consenso geral foi  de que o maior movimento cultural de massa até hoje foi o samba, em especial sua popularização na década de 50 - amplificada pelo radio-  e todas as suas evoluções e ramificações que se estendem até hoje.  As mascaras  dos meus não tão amigos cultos caíram quando afirmei que depois do Samba  o maior movimento ou movimentação cultural do Brasil é o  Funk Carioca.  Nem Bossa Nova ou tropicalismo, nem Rock 80 ou  Mangue Beat. È o batidão suingado nascido e criado nas comunidades pobres do Rio de Janeiro a maior expressão artística  de nosso tempo.  E sem sombra de duvidas uma das maiores do mundo.

A única razão que leva uma pessoa a não aceitar o fato do Funk Carioca ser a maior expressão cultural brasileira depois do samba é simples; não podem aceitar isso vindo de um movimento feito de baixo para cima. Teria de ser algo pensado, orquestrado por notáveis. É necessário que um grupo de cabeçudos se reúna e organize e pense - na maioria das vezes se apoiando em pensadores e movimentos que já são considerados clássicos-  como se deve  fazer e que efeito deve causar a arte. Mas é justamente o contrario disso com o Funk. Tudo é inusitado, é constrangedor, é chocante. Resumindo; é arte!
Agora é cultura 


Movimento abrangente, diversificado e descentralizado. Uma criação coletiva construída a décadas  com poucos recursos  por pessoas criativas - na maioria das vezes- sem acesso a cultura clássica ou até mesmo formação escolar.

Identificado a principio como sendo uma releitura do ritmo californiano “Miami Bass” - na maioria das vezes por críticos-  o funk carioca não demorou nem um segundo a demonstrar toda sua originalidade, hoje copiada pelos astros dos Show Business americano.

Quando  se quer demonstrar “curtura” peseudo intelectuais de bosta tendem a  blablalizar sobre antropofagismo e deglutição de coisas...e citam sempre os mesmo cabeçudos do satatus quo nacional; nem semana de 22, nem novamente os tropicalistas deglutiram mais as coisa, se apropriaram inventivamente mais das coisas ao redor  que o Funk Carioca; lá nos primórdios o funk chegou a pegar melodias de canções folclóricas como no caso do clássico; ’melo do Ricardão” : “ Ricardão, Ricardão não pule a janela que já vem o João...”  a maliciosa versão de “ São João, São acenda a fogueira do meu coração...”  Sobre pegar os sons de fora, na mesma época há grandiosa  “ Rap da feira de Acari” nos contava que lá se encontrava de tudo. Usando a sonoridade própria dos primeiros sons de hip hop americano da época.( depois Jorge Benjor completaria isso dizia que era "um mistério").

Não demorou para que em pouco tempo fosse surgindo os gritos sociais ou ufanistas. No primeiro caso podemos citar o Rap da Felicidade “ Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci..” que trazia o belíssimo verso” Faço uma oração para uma santa protetora e sou interrompido a tiros de metralhadora.”. no segundo caso, vindo o funk de comunidades abandonadas pelo Estado, é natural que não  nascesse  musicas de exaltação ao pais e sim a própria comunidade; Rap do Borel, Morro do Querosene, Cidade de Deus...

MC Marcinho pioneiro do gênero Funk Melody 
Assim como no samba,  que é um ritimo de origem africana- que logo  incorporou a poesia do amor romântico vinda de Portugal-  isso também se deu no funk e logo surge o Funk Melody: “ Princesa por favor olhe para mim! Princesa por favor olhe para mim; porque eu te amo meu amor...”  a simplicidade dos versos logo foi chamada de pobreza poética por parte das elites e suas tropas...mas conquistou a juventude e hoje no desenrolar do gênero melody do funk se vê as canções de Claudinho e Buchecha na boca de queridinhos da MPB como Kid Abelha e Adriana Calcanhoto, alem de Ela Dança eu Danço de MC Leozinho ter sido cantada por Roberto Carlos, mais melody impossível.

Analisando de forma retroativa é preciso chegar as origens  das musicas mais pesadas do batidão consagrado “ que é som de preto. De favelado, mas quando  toca ninguém fica parado!”.  Lá nos jurássicos anos 90 havia o que se chamava de “Montagens”  que mais uma vez se apropriava criativamente do cancioneiro popular; como no caso da interiorana “Saga do Homem Mau”  que foi destrinchada e refeita em varias  “faixas” :  “ Você gosta de flores... Sim eu gosto...então no seu enterro terá muitas flores!’ “ toma, tototomaa. Sou Jack o matadorrrr, Jack Jack o maatadoor” . uma outra centena de montagens foram feitas nesse período, muitas para embalar as competições de equipes que rolavam nas ruas para ver quem tinha o som mais potente, a galera mais fiel.

Funk como veiculo de apologia ao trafico e  pornografia: 
Nosaaaa!

Não é segredo de ninguém a existência dos “proibidões”;  o rap cheio de sacanagem, onde propostas eróticas são feitas aos  cem mil decibéis usando os termos mais populares para se expor os órgãos genitais e posições sexuais.  O samba passou por isso também,...o cinema teve suas pornô chanchadas e ainda há - campeões de locação- os filmes pornôs. A musica voltada para a sacanagem explicita está no forro e no rock,  ou seja; tanto no top top da musica do povo quanto no top top da musica de classe media. E mesmo essa vertente do funk já tem historia. Lá no inicio dos 90 tocava essa no radio: “ Alo menina eu estou passando mal, vem passar o sabonete na cabeça do meu ****”. A apologia ao trafico encontrada em alguns proibidões não é nem de longe matéria para se generalizar o grann ritmo do Brasil como “coisa de marginal”. È a principal expressão musical, fenômeno de aglutinação dentro das comunidades é de se esperar que o crime organizado o use para seus proclames. Existem leis relacionadas aos som e a decência das letras em áreas publicas. Que a lei se aplique nessas horas. O problema não é o funk e sim o uso que se faz dele, é fácil entender isso basta ter boa vontade e menos preconceito de classes.

Atraso cultural: A falta de visão em relação a produção cultural no Brasil é sempre muito grande. Até mesmo quando se quer fazer projetos que privilegiam a cultura consumida  nas periferias o sistema erra; nas tais aulas de “cultura afro ou popular” - a nomenclatura muda de acordo com o município-   se ensina Hip Hop mas raramente se toca no Funk Carioca. È mente do colonizado que não se permite enxergar suas próprias riquezas. O Hip Hop é show! Mas o Funk é nossa criação! Tem valor comercial como o rap americano e tem valor de cultura popular como capoeira, jongo ou qualquer outra coisa dessas. 


Victor Viana @VianaBuzios  www.curingadebuzios.blogspot.com  - é jornalista, escritor e blogueiro.

Ouse um pouco em sua vida veja os vídeos e os sons que postei com o Funk Carioca, perola cultural do Rio, do Brasil e do Mundo!

NOTA:  Em 2009   por decreto tal assinado pelo governador Sergio Cabral o Funk passa a ser oficialmente patrimônio cultural do Rio de Janeiro. 


Curiosidades:


O Batidão - como o funk é conhecido-  é também chamado de tamborzão. Isso se dá porque - mesmo que as batidas sejam de influencia do Miami Bass- se parecerem com ponto de candomblé. 


No Rio o Funk Carioca é chamado apenas de Funk.


Depoimento de do Artista Multi-Mídia, Clovis Bate Bola

"A minha geração foi marcada pelo Funk, desde os Melôs, passando pelo lado B, lado A até o MELODY. Durante a adolescência, o funk soava em nossas bocas como verdadeiros hinos. Sabiamos todas as rimas e os pontos muito antes da TV se apropriar do funk no programa da Xuxa. Hoje, mesmo com tanta mudança, a pratica continua. Nossas crianças, adolescente e jovens andam com seus celulares tocando Funk dentro de ônibus, em praças, nas salas de aulas ou em qualquer lugar sem se preocupar com a repercussão. O funk é orgulhosamente a primeira musica eletrônica brasileira e uma expressão brasilidade."

 nascida em Londres de família do Sri Lanka  Gravou a música Bucky Done Gun, com a base da música Injeção da Deise Tigrona e subiu ao palco do Tim Festival com a mesma em 2005. O funk passou a ter um espaço a mais na emissora, que até produziu um documentário sobre o ritmo.
Mathangi Maya Arulpragasam, mais conhecida como M.I.A. e seu namorado, o DJ Diplo fizeram uma viagem ao incrível mundo suburbano do Rio de Janeiro e decidiram não só produzir diversos funks cariocas, mas também lançar o CD de M.I.A, intitulado Piracy Funds Terrorism. Engraçado como o brasileiro precisa de uma opinião de fora para dar valor ao que é produto nacional.
fontehttp://vilamulher.terra.com.br

27.4.11

Búzios: O Kiribat não é aqui.


Minha primeira colaboração ao Peru Molhado foi uma longa matéria louca sobre o pequeno Kiribat. Um pais ilha que estava prestes a sumir do mapa por conta do aquecimento global  que ocasiona o aumento do nível do mar. Fiz na época uma comparação meio geográfica meio política comk Búzios, recebi elogios e muitas gozações .

A poesia ás vezes diz mais que análises e discursos. Em Haiti, Caetano e Gil opinaram e indagaram, mais indagaram que opinaram, sobre o Brasil. Pediram, clamaram como em uma súplica para que pensássemos no Haiti. Algumas pessoas me pediram que voltasse a falar - já fazem quase dois anos- do Kiribati, acho que se pode usar de rimas pobres para de alguma forma, sendo confuso e claro, juntar o ti do Haiti com o ti do Kiribati. Parafraseando os compositores baianos, me apoderando “antropofagicamente” da letra eis aí o Kiribati...

Kiribati

Quando você for convidado pra subir no alto
do rochedo do canto direito de Geribá. E ver o mar.
O mar de casas. Mar de casas.
E o não ver mais nada.
E quando você for até o canto esquerdo. Até o canto esquerdo,
que já foi azul e agora é preto.
Preto de esgoto, com espuma branca. Branca de esgoto,
que tem cheiro e gosto.
Cheiro de bueiro e gosto, gosto de medo.
Medo de leptospirose, ou qualquer doença de pele, que sob o sol se fere.
E toda ferida fede.
Pense no Kiribati, reze pelo Kiribati.
O Kiribati é aqui
O Kiribati não é aqui


Quando for ver um eco sistema frágil, de um município em formação: nos atrai, nos deslumbra e estimula. Porra nenhuma.Não importa nada, não interessa. Não interessa nada.
Só a grana, só o arame, só money, a bufunfa, o tutu, o cascalho.
Avistando a futura Tsunami de lixo de cima do terceiro andar de um sobrado revestido.
Revestido o concreto armado de madeira. Patinado, pra parecer antigo.
Mas quando for de carro até a ferradura. Constatar uma península sitiada, estuprada, degradada, arrebentada.
Pense no kiribati
Reze pelo Kiribati
O Kiribati não é aqui
O Kiribati é aqui.


Ou quando for vender foto de praia bonita parasuplemento de jornal, ou propaganda que reflita.
Nosso tal ar cosmopolita.
Ma que diante do mendigo na praça Santos Dumont,
ou perto dos excremento dos cachorros em uma praia azul, somos como qualquer periferia. São Gonçalo, Nova Iguaçu. Somos todos brasileiros, somos todos estrangeiros como no Kiribati ou aqui.
E se na Câmara você vir um vereador em pânico mal dissimulado,diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquerquestionamento sobre o plano diretor.Que pareça óbvio, que pareça certo.E vá representar uma ameaça de democratizaçãoda informação de que o recurso do petróleo não durará pra sempre.Nessa hora pense...



Quando você vir a menina uniformizada vendendo
passeio de barco ao lado da língua negra da praia da Armação.
Ou quando você sair para caminhar a beira do mar, e pensar: Que beleza de lugar!
Não seja babaca! Acreditando que Búzios é só isso. Sem ver que á apenas poucas luzes, ruas e pedras ele também é feito de Baía Formosa, Vila Verde, Rasa, Cem Braças e Capão. Mesmo que só vá até o pórtico sua visão...
Pense no Kiribati, reze pelo Kiribati
O Kiribati é aqui, o Kiribati não é aqui.

E quando você quiser ser inteligente sentado na mesa de um restaurante caro.
Ou um boteco barato.
Dando a sua opinião sobre a ocupação da A.P.A da azeda, do Breezes sobre dunas
(se é ruim ou não) ou sobre a importância ou não de Brigitte Bardot. Antes pense, reze e se lembre do Kiribati.


E quando for aceitar receber sem trabalhar em uma prefeitura ou em qualquer lugar.
E se politicar que todo turismo é turismo ou afirmar que dólar alto é bom ou que dólar alto é mal.
Ao filosofar sorrindo que todo dinheiro é bem vindo, e que não importa de onde veio, os fins justificam os meios. Lembre-se! Perca uns minutos pensando
no Kiribati, que não é aqui, que é aqui, que não é aqui, que é aqui, que não é aqui...

lembre-se do Kiribati pois em futuro próximo, mas tão próximo mesmo,
seu filho abrirá os livros de geografia
e na Oceania
o Atol que não estará ali, foi o Kiribati.
E não se assuste se no futuro só um pouquinho mais distante,
o mundo olhar o mapa do Rio, que no meio de Dezembro estará frio,
e não ver mais ilhas e nem istmo ou península.
Será difícil acreditar que um dia,
antes de todo tipo de abuso,
existiu Búzios.

Pois o Kiribati è aqui, não é aqui...

OBS: Nessa epoca era Toninho o prefeito da cidade, hoje é Mirinho... é isso ae.

Victor Viana @VianaBuzios

26.4.11

Escute um trecho do livro O Menino do Guarda Chuva.

Aqui está o capitulo 1 do "O Menino do Guarda Chuva" em áudio  - após o lançamento no dia 22 sairá em seguida um AudioBook- feito pelo artista Mult- Mídia Clovis Bate Bola. 
( Contato com Clovis pelo e-mail  abajah@hotmail.com ou deixe um comentário em seu blog www.blocodoclovis.blogspot.com )


Basta clicar no Link  abaixo: 
 03 - Captulo 1- Pegar o nibus.wav