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6.7.11

Pirataria ou uma nova escolha da sociedade?




Por Décadas, dês da profissionalização das gravadoras de musica e o avanço da indústria do cinema, o consumo dessas mídias era caro e inacessível a uma grande maioria da população mundial. Na década de 80 a 90 a s gravadores ganharam milhões reservando uma pequena parte aos artistas e cobrando altos preços para que a população adquirisse Discos, depois CDs e filmes. Com a o avanço das tecnologias de gravação e edição tornou-se fácil a qualquer um copiar e editar musicas e filmes. Logo isso passou a ser feito em serie e a ser vendido clandestinamente por todos os lugares. No Brasil se criou uma verdadeira indústria do que veio a se chamar de “Pirataria”. Houve a repressão por parte da policia, artistas ( Em especial os que vendem milhões) foram até os governantes para reivindicar providencias contra a pirataria. A luta não demonstrou sinais de vitoria, mas sentiu-se uma diminuição no avanço. Só que em determinado momento dos inícios dos anos de 2000, com o avanço e o acesso crescente da população mundial a internet, não somente os menos favorecidos deixaram de comprar CDs e filmes de forma tradicional. A sociedade mundial foi mais alem e decidiu que não queria mais pagar pela musica. Hoje qualquer um pode não somente gravar CDs mais baixar diretamente do computador álbuns inteiros e até filmes. Aqui se vê uma divisão de duas atitudes. Há de um lado o que se pode considerar pirataria, que é a produção em larga escala e a revenda ilegal desses materiais cenográficos e fonográficos (inclusive muitas vezes servindo para a manutenção do trafico) e o ato individual de se gravar ou baixar musicas e filmes para uso pessoal e não comercial. Isto a cada dia se torna mais claro como algo legitimo, o consumo gratuito da musica, que muitos artistas já disponibilizam faixas inteiras de seus CDs na internet, em sites de relacionamentos ou mesmo em seus sites oficiais. Quando não disponibiliza total, o fazem parcialmente barateando os custos para se adquirir o álbum de determinado artista. Isso é uma revolução cultural nunca antes vista; O acesso gratuito a musica e afins de forma que não se pode chamar isso de pirataria.
dia gratuita .


Victor Viana 

5.8.09

A MPB MORREU! MAS QUE DIABOS AFINAL É MPB?











Um grupo de luminares da Musica Brasileira contando até com Chico Buarque, tem proclamado aos quatro ventos que o conceito de canção como conhecemos está no fim. Em um ponto mais especial a canção brasileira estaria para morrer a qualquer momento.

Caetano Veloso disse em seu blog, que foi altamente visitado ( agora tá parado) , e ao JB - antes desse morrer como impresso- que não acredita na morte da canção. Que na verdade só esta mudando a forma como a canção chega as pessoas. Pensando no que Chico e outros disseram e no que disse Caetano, a impressão que se tem é que não estão falando do mesmo assunto. Mas podemos tirar as nossas próprias conclusões em relação a musica popular brasileira. Olha, no caso de Chico, realmente qualquer anuncio de um novo álbum causa o ambiente de espera igual a do anuncio de um novo livro de Gabriel Garcia Márquez! Em Caetano temos uma seqüência veloz, como o mundo de hoje, e irregular de ditas experimentações musicais. Agora Caetano faz releituras do Rock, não de canções de rock, mas do próprio Rock como canção. Mas sinceramente, não apresenta nada de novo, o que não quer dizer que seja ruim, mas tem um pouco de Los Hermanos e Radiohead..

É evidente que a forma da musica chegar as pessoas mudou, a sociedade escolheu não pagar mais pela musica...não é mais pirataria...o mercado já se adaptou a revolução causada pela Internet. Então Caetano não disse nada. Chico fala de fim da canção. Mas vamos então focar somente na canção brasileira. Fim da canção ( ou música se preferirem ), mas que musica brasileira? Há tempos vem se tratando a musica brasileira como um bloco, um monólito. Ela não é, e nunca foi, assim. Se não me engano, e posso estar enganado, MPB é uma sigla que surgiu nos famosos festivais da canção lá na década de 70. Mas vamos analisar o que diz a sigla? O M é para dizer que é musica e não outra coisa (podia ser barulho ou sei lá ), o P é para dizer que é popular não é erudita
( Precisava?), e B é para classificar que é do Brasil e não do EUA ou do Japão, ou da Índia.

 Mas a MPB do Paulinho da Viola é samba do bom, a MPB do Chico Buarque é uma riqueza melódica e harmonia que se estende por todo o cancioneiro popular, inclusive representa muito bem o samba, e tem até jazz e rock! Então por que a partir da década de 90, com o surgimento de novas figuras no cenário musical, pós Rock 80, se rotulou que o que Adriana Calcanhoto e Mariza Monte, que são interpretes e compositoras, é MPB e o que fez e faz Zeca Pagodinho ou Martinho da Vila ou até mesmo Zezé de Camargo e Luciano ( Arg! ) é samba ou sertanejo? A MPB não é um movimento, não é um ritmo...a MPB é só uma sigla! Siglas morrem? E se morrerem o que importa?


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Victor Viana: com inveja de Esmael carolho, se metendo a fazer critica musical.