17.12.12

Luan Santana : Palmas! Palmas ao novo fenômeno!



Assim caminha a humanidade...

O garotinho põe uma calça justa, uma blusa também justa e sobre isso tudo põe uma casaca maior que ele, tem ombreiras, ( síndrome de Paulo Ricardo). A principio ele, pela entonação brega e melosidade das letras, é classificado como sendo parte deste sertanejo pop, que foi criado na praga da década de 90.

 Mas arrepia os cabelos e mexe com o braço fazendo como se fosse um cantor de Rap ( bem estereotipado claro), assim ele faz careta e solta a letra profunda de sua canção: “ è raio de saudade, meteoro da paixão. Explosão de sentimentos que eu não pude evitar..ah, ah como é bom poder te amaaaaaaar”.

 Palmas, palmas, palmas, vamos dar vivas e honras ao novo fenômeno pop brasileiro! Vai tomar no c... quem gosta dessa p..., isso é uma merda mesmo e não vou ficar dourando pílula ( cara dei bandeira de como sou antigo, dourando pílula!). È claro que agora vão dizer que ele é parte de um tal de sertanejo universitário. Eu penso, caraca ( agora dei pinta de que sou carioca, caraca) se toda merda melosa cantada por jovens for classificado como um gênero universitário, que merda de mundo universitário temos hoje! Já teve uma cachaça de um forro universitário, já teve um tal de axé universitário e agora isso!?

 Tadinho desse menino, seria bom que ele estivesse nessa só por dinheiro ( mas ele não tem idade para estar em algo só por dinheiro), mas ele tem desejo de ser artista mesmo. E a mídia como sempre não pensa na psique dos jovens e levam o menininho ao bobão do Faustão e lá ele ganha um premio de revelação de 2009, o garoto vai começar a achar que o que ele faz é bom...o problema é esse. Na idade dele a gente ouve e quer cantar muita merda ( ele ouve e canta merda ) mas pode com o tempo melhorar o que ouve, e no caso do artista, melhorar o que canta...mas estão dizendo para o rapazola que é booooooooom é legaaaaaaaal o que ele faz. Então? Então fudeu! Luan Santana ruim para caralho


Esmael Carolho

 Produtor e critico musical que não tem medo de meter a mão em vespeiro.















Entrevista com o grande produtor musical e poeta Mohamed Johnson




Recebeu nossa equipe em seu apartamento em Nova York

Fiz o primeiro contato com Mohamed Johnson por e-mail e fomos nos “falando” até que consegui marcar a entrevista. Na verdade a entrevista foi marcada pela minha secretária Jessica Mourat, que tem belos olhos verdes.   Quando cheguei à Nova York fazia um frio de doer a alma, peguei um táxi e fui em direção a 5ª Avenida. Johnson estava me esperando em seu apartamento, me sentei no sofá coberto com peles de onça – Johnson tratou de explicar que eram de mentira – e me perguntou se podia fumar maconha enquanto era entrevistado, disse que sim.  A entrevista precisava ser rápida, precisava voltar no mesmo dia para o Brasil, não tinha grana para me hospedar ou passar mais que 5 horas nos Estado Unidos.
Mohamed Johnson em seu apartamento 

Macaco Martelo: Você é considerado um dos mais talentosos produtores musicais do momento, já recebeu elogios rasgados de Mick Jagger e João Gilberto, como se sente em relação a isso?

Mohamed Johnson: Sinto-me muito bem, gosto de receber elogios, na verdade realmente acredito que mereço esses elogios.  Trabalhei muito, desde quando vendia chocolates no  Brooklyn e discos em frente a casa de Lauryn Hill.

Macaco Martelo: A vida no  Brooklyn era difícil? Vender discos em frente à casa da Lauryn Hill foi uma estratégia?

Mohamed Johnson: Meu pai é pastor da Igreja Batista, eu era superprotegido e disciplinado, vendia chocolates para comprar discos e depois vendia os discos nos bairros bacanas de Nova York.  Vender discos na frente da casa da Lauryn Hill foi uma estratégia inconsciente. Eu precisava vender os discos mais caros do que eu comprava e por isso escolhi um bairro bacana. Como gostava da Lauryn e ela tinha brigado com o Ziggy Marley, pensei que talvez quisesse me namorar (risos e gargalhadas).

Macaco Martelo: Você fala sobre seu pai ser pastor, era uma igreja só para brancos?

Mohamed Johnson: Nos Estados Unidos o racismo é bem claro, me entende? Há sim uma predominância de moradores de pele negra no Brooklyn, mas há também descendente de irlandeses, latinos e asiáticos. Minha família chegou vinda da Irlanda, no início do século 20 atrás das tais oportunidades da América.  Chegando aqui meus avós se converteram ao protestantismo – eram católicos- e meu pai tornou-se pastor. Na igreja dele havia brancos e negros.

Macaco Martelo: E como você se converteu ao Islamismo?
Rindo cheio de Hemp na cabeça 

Mohamed Johnson: Foi já adulto e trabalhando como produtor, eu me tornei muito amigo do Mike Tyson e com ele descobri a religião Mulçumana. Meu nome cristão é Erick.

Macaco Martelo: O Islamismo sofre preconceitos nos Estados Unidos?

Mohamed Johnson: Sim, sim há preconceito, principalmente depois do 11 de Setembro, mas tá tranquilo.

Macaco Martelo: Como a música entrou na sua vida?  A música Gospel foi uma influência?

Mohamed Johnson: Com certeza, com certeza, eu tocava com os jovens da Igreja. Mas eu não tinha o talento para o canto que os outros tinham por isso fui me especializando em produzir o gospel. Quando ouvi o hip-hop pela primeira vez logo vi que dava para somar com o gospel e fazer um barulho legal.

Macaco Martelo: Quando veio o reconhecimento pelo seu trabalho? E pretende produzir o próximo disco do Caetano Veloso, como foi dito em uma nota na revista  Rolling Stone?

Mohamed  Johnson: Quando  fiz a trilha sonora dos filmes do cineasta austríaco Ustric Garistrickonosvosk. Eu não sei quem é Caetano Veloso.






Macaco Martelo: Vindo da selva editorial das grandes viagens, jornalismo gonzo e desengonçado.
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Entre em contato com o Blog do Macaco Martelo pelo e-mail do Grupo de Mídia Blogão dos Lagos blogaodoslagos@hotmail.com 

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Bo Montenegro Muito boa a materia. Parabens!!! :-):-)


16.12.12

Jornalismo Gonzo: quem é Hunter e Perú Molhado.


Hunter, o jornalista doidão 
O Gonzo é um estilo de narrativa jornalística, que se assemelha muito a forma de narrativa cinematográfica, mas também faz uso de qualquer outra produção de mídia em que o narrador abandona total ou parcial qualquer pretensão de objetividade e se mistura a ação tanto opinando quanto até mesmo decidindo mesmo os rumos da reportagem. É marcado pelo humor, sátira e liberdade na escrita. Pondo de ponta a cabeça algumas regras clássicas do jornalismo o Gonzo foi criado pelo jornalista doidão, Hunter S. Tompsom.  Hunter foi incumbido de cobrir uma corrida de carros no deserto e acabou gastando todo o dinheiro com bebidas, drogas e prostitutas. Não tendo nada a apresentar para sua reportagem escreveu uma matéria narrando os acontecimentos  pela perspectiva de sua mente entorpecida. 


Minha primeira colaboração louca ao Perú 
Da década de 70 em diante este gênero foi logo cooptado por jovens politizados que viram nessa forma anárquica de fazer jornalismo um ótimo esconderijo para – através do humor e símbolos-  fazer critica social. No jornalismo brasileiro o Gonzo deixou sua marca desde o aclamado PASQUIM, passando pelo Planeta Diário e a Casseta Popular – de onde saíram todos os integrantes do Casseta e Planeta – assim como o Noticiário do Varela feito por Marcelo Tas, que hoje usa e abusa do Gonzo no CQC – principalmente pelos repórteres se misturarem a narrativa – e entre outros não se pode esquecer-se do trintão O Perú Molhado em Búzios no Rio de Janeiro.  O gênero Gonzo tinha apenas 20 anos quando o Perú começou sua louca historia Nesses trinta anos o Perú – que é  o mais antigo jornal de interior em atividade no Brasil – conquistou fãs e inimigos na mesma proporção. Intencional ou não o Perú realmente parece beber da fonte do Jornalismo Gonzo é fácil ver os traços desse gênero – que os mais conservadores nem consideram jornalismo – em suas notícias cheias de opinião e textos muitas vezes onde o repórter e mesmo o editor falam de si mesmo e de suas aventuras. 


Victor Viana:  MTB 27666 é jornalista, Assessor de Imprensa, Escritor e Problogger.  Nasceu em Cachoeiras de Macacu e reside em Búzios desde 2005. Casado, com a também jornalista Camila Raupp, é pai de dois filhos. Contatos:  victorvianajornalista@gmail.com ou 22 9837-3336 

Escândalo: Planta cresce no concreto.



Governo ameaça tirar planta desobediente do local e recebe protestos.

Panta rebelde nasce entre pedras 

Uma planta desafiou a lei e nasceu e cresceu entre concreto e pedras. Pela manhã o governo enviou uma escavadeira para a derrubada da planta marginal, mas dois meninos com menos de 5 anos evitaram o assassinato mobilizando a opinião pública com cartazes pedindo amor a natureza.

Os meninos foram presos logo após a manifestação pacifica, a ONU já emitiu uma declaração de repudio a ação contra os manifestantes e o Papa não afirmou se a Igreja acredita que plantas podem ou devem nascer no concreto, mas convidou o mundo a orar pelos meninos.

O momento em que a maquina tenta derrubar a planta 
















Os heróis do ano 
A notícia – que já correu o mundo- de que plantas podem nascer entre concreto e plantas têm motivado vários atos de desobediência civil. Há grupos se organizando para acamparem e ocuparem grandes calçadões e asfaltos das grandes cidades para o plantio de arvores e flores.

O Dalai Lama em conferencia em Nova York disse que a grande mensagem dessa planta que nasceu e cresceu no concreto é de que o amor pode nascer nos mais duros dos corações. 

Macaco Martelo -



Macaco Martelo: Vindo da selva editorial das grandes viagens, jornalismo gonzo e desengonçado.
Para entrar em contato com o Macaco Martelo blogaodoslagos@hotmail.com








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12.12.12

Jardes Macalé: One of the best things about Brazil.

Macalé is author of songs like Cheap Steam, exterminated Angel, Evil Secret Movement of boats, Rua Real Grandeza Highness, the Star Hotel, Poem Rosa. Capinam had as partners, Waly Solomon, Torquato Neto, Nana Vasconcelos, Xico Chaves, Jorge Mautner, Gláuber Abel Rocha and still Silva, Vinicius de Morais, Fausto Nile. Among the interpreters of his songs are Gal Costa ("Hotel of the Stars" and "Vapor cheap"), Maria Bethania ("Angel exterminated" and "Movement of boats"), Clara Nunes ("The more-than-perfect") , Shirt Venus ("Gotham City") and O Rappa ("Vapor Cheap"), among others. Although it has also partnered with Gilberto Gil and Caetano Veloso, broke with them considering that tropicalismo had been co-opted by the culture industry, losing independence

Eu tenho um sonho...

Meu sonho, minha vida.
Julinho das Moças: Baladeiro que gosta de TV e Computador

Musica: Caetano Veloso, metendo a mão em vespeiro.


Sei que estou metendo minha mão em vespeiro. Mas fui acusado por um boysinho babaca, lá do Pier de Ipanema, de que só critico músicos notoriamente ruins; garotinhos bobos como Luan Santana, bregões como Alexandre Pires, bandas falidas como RPM e mela cuecas como Fabio Junior.

Então vamos a um falador de merda, um intocável, fora do sentido indiano da palavra, Caetano Veloso. Fez coisas geniais? Grande obra, mas não chegamos a tanto.

 A Tropicália foi o maior movimento cultural do pais? Fala Serio hahahahahaha! Primeiro que a gênesis do movimento já estava antes em Jorge Mautner e Helio Oiticica. Depois a sonoridade mistureba ( que nem sempre dá certo) é bem Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles, NÉ!? Como intelectual, não acho que seja assim tão “Intelec”, é culto apenas.

 Sua visão política se torna a cada dia mas questionável ( Caetano apareceu uma vez na TV pedindo voto para Roger não sei das quantas! Lembram!?). Mas, mas, mas vamoooooooooos de musica! Faz exatamente mais de uma década que Mano Caê não faz um disco digno de toda sua fama. Só para lembrar como era chato aquele disco em que ele cantava aquela merda de “Sozinho” do "penugem". Depois disso saiu a fazer "experimentalismos mais ou menos" passando por canções porcamente cantadas em Italiano até rock tocados da forma mais chata que já se viu, finalizando com esse tal de Zi e Zé. Sei lá! E agora uma porra de disco onde pra não passar em branco ele diz como se estivesse comendo moqueca: " A Bossa Nova é Foda!". Ai ai ...


Esmael Carolho:  Produtor e critico musical que não tem medo de meter a mão em vespeiro.

Repol: a reportagem policial e o sensacionalismo bem dosado.


Fotos de Victor Viana 

Junto a matéria principal inclui uma suite - Cartilha...
Minha matéria sobre assalto em Búzios foi manchete no jornal diário "Noticiário dos Lagos" com sede em Cabo Frio e cobertura e circulação em três municípios.  



Repol é um jargão jornalístico para definir o setor da profissão – Reportagem + Policial. O repórter de policia não é obrigatoriamente um repórter investigativo, podem ou não utilizar técnicas de apuração do jornalismo investigativo. As reportagens policiais se ocupam em reportar os acontecimentos referentes a assaltos, crimes, condenações e demais registros policiais e judiciais que auxiliem a sociedade a ter maior consciência sobre o nível de segurança em sua região, na formação da opinião pública e nas ações governamentais a respeito desses acontecimentos.

As primeiras coberturas de Polícia surgiram por volta de meados do século XIX, nos jornais sensacionalistas da Inglaterra e dos Estados Unidos. O sensacionalismo no jornalismo policial visa, além de conquistar audiência, mobilizar a opinião e a participação popular contra 
um determinado acontecimento e seu causador. 

Aqui é um bom exemplo de uma matéria que cresceu. Já fim do dia eu tinha apenas algumas notinhas para compor um registro policial - um balanço do dia - e recebi a ligação de que essa imobiliária tinha sido assaltada. Poderia ter colocado a notícia como mais uma nota, ou poderia ter apurado por telefone apenas e feito uma pequena matéria. Mas tive o estalo de ir até o local - sai de Cabo Frio de ônibus - as pressas para chegar antes de fechar a imobiliária e colhi os depoimentos na fonte, alem de ter feito fotos. Depois fui a delegacia e consegui falar com o delegado, onde alem de seu depoimento sobre o caso me deu mais material - a cartilha - onde pude enriquecer a matéria com uma suite Mandei e no outro dia era a manchete da edição. 

Victor Viana:  MTB 27666 é jornalista, Assessor de Imprensa, Escritor e Problogger.  Nasceu em Cachoeiras de Macacu e reside em Búzios desde 2005. Casado, com a também jornalista Camila Raupp, é pai de dois filhos. Contatos:  victorvianajornalista@gmail.com ou 22 9837-3336