Nas 10 postagens mais populares do blog a mais popular sempre foi a da entrevista que fiz com o rei Roberto Carlos e por anos veio em segundo a postagem sobre Jesus Luz e uma bunda que veio com ele a Búzios. Eu cheguei muitas vezes a achar que tinha algum defeito no mecanismo de contagem de postagens populares, mas de repente surgiu em decimo lugar uma postagens da ultima eleição presidencial sobre a Marina Silva e foi subindo e subindo até que agora já está como a segunda mais lida de todos os tempos no Curinga. Ser´[a que vai passar a do Roberto Carlos?
Confiram a postagem Marina Silva
Quando era adolescente e fazia as aulas de inglês do ensino publico – onde fui reprovado diversas vezes - tive contato pela primeira vez com a tradução da canção Ny York, Ny York de Frank Sinatra. Uma frase me chamou a atenção, na época não tinha como entender tudo que ela queria demonstrar, e no sábado distribuindo o jornal me veio a mente de novo. O trecho diz: “ Estes sapatos vagabundo estão querendo andar direto pelo coração da cidade (...) Se eu conseguir lá , eu conseguirei em qualquer parte. Só depende de você”. Esses tênis velhos da fotos me foram dados pela minha mãe, mais ou menos, quando comecei esse projeto do jornal A RAZA e desde de então calçando eles eu venho fazendo reportagens – quase sempre a pé - vendendo publicidade, fechando parcerias para cada edição e distribuindo - também muitas vezes a pé – e assim se tornam símbolos da minha luta. Em linguagem religiosa seria quase um sacramental, um tênis vagabundo e velho que cobre os meus pés que sustentam o peso do corpo pelos caminhos que me deixo ser levado.
Dando seqüência a grande atenção que iremos dar a Búzios nessa semana, tava estranho esse Curinga é de Búzios ou não é, vou postar uma serie de matérias sobre as estatuas de Búzios!!!! È Búzios tem estatua tanto quanto tem Argentino!!!!!
Eu não vou usar nenhuma seqüência lógica o cronológica para ir mostrando e falando das estatuas vamos vendo segundo o tempo vai me permitindo fazer.
A estatua contemplada de hoje é a de JK!!!! Quem é JK você já sabe, foi o ilustre presidente que construiu Brasília! Sim, teve mini-serie da Globo sobre ele. Mas JK teme estatua em Búzios? Por quê? Ahhh você não sabe? Nem eu! Hahahahaha. A propaganda oficial do governo que passou dizia que ele vinha sempre a Búzios passar fins de semana. Fala Serio ( isso é o nome de um jornal Buziano ), O cara veio em Búzios, no maximo, umas duas vezes ( dizem que com amante ). Realmente ficou hospedado no Solar do Peixe vivo. Mas isso é motivo para ter uma estatua dele na praia? Búzios até bem poucos anos atrás não tinha asfalto na principal estrada que ligava Búzios ao resto do pais, imagina na década de 50! JK vindo todo final de semana a Búzios, era uma aventura de jovens vir a Búzios naquele tempo. Bem a estatua é bonita, isso realmente não se pode deixar de dizer. Parabéns para a artista, mas Esta ae uma estatua que o povo nativo de Búzios nunca entendeu, na verdade nem um velhinho da península lembra de ter visto o homem aqui! Esses dias li a legenda de uma foto dessa estatua em uma conhecida revista local: " Orla JK", ham?
JK uma estatua inútil de Búzios? Veja você quando vier aqui e diga se é sim ou não!!!
obs: (esse garoto catucando o ouvido do presidente é meu irmão Vinicios)
Victor Viana @VianaBuzios
Jornalista, escritor e blogueiro - Editor do jornal A Raza, escreveu e publicou o livro "O Menino do Guarda Chuva - uma historia de Búzios", mantem o blog www.curingadebuzios.blogspot.com
Tenho visto muito farisaísmo. Pessoas que se dizem tão santas. São as primeiras a jogar pedras. Viveram a vida toda pelos cantos, pelas esquinas, pelas reuniões em família, falando mal do Padre Ricardo. Assinam abaixo assinado, o diminuem em reuniões, desfazem do seu chamado, querem tira-lo da Paróquia, dizem que ele precisa ser batizado no espírito santo.Essas pessoas são cobras venenosas, que defendem ele apenas por corporativismo religioso e não por ama-lo.
Eu digo publicamente, amo o padre Ricardo, de todo meu coração e tenho por ele um profundo respeito e admiração e não me arrependo dos cinco anos de convivência, mesma que turbulenta, que tivemos. Muito aprendemos, eu e minha família. Foi através desse chamado, em sua vida, que conheci oVictor Viana e formamos nossa família. Meu casamento foi uma das cerimônias mais lindas que já vi. Guardo com muito carinho os momentos em Bocaina e as koinonias na casinha humilde na Rua 22.
Já tive oportunidade de defende-lo em diversas situações para pessoas, inclusive, muito importantes. O papel de quem ama é esse, fazer no oculto. Vi pessoas aqui nessa rede social sendo baixas com meu cunhado Douglas Souza, por ter se manifestado publicamente sobre um assunto delicado. Um desabafo. De um pai, de um homem, desesperado por mais de Deus. Que tem uma família linda e uma esposa honrada que lutam todos os dias contra os preconceitos que sofrem, e nem por isso deixam de estar na presença de Deus, e querem criar sua pequena sob as asas do Cristo.
Temos aqui dois homens em situações diferentes querendo a mesma coisa: Amar e estar com Deus. Amo os dois, e digno seria, que essas pessoas que comentaram e compartilharam sua fala, procurassem encontrar um caminho para que os pais pudessem participar e estar com seus filhos na Missa.É só ter boa vontade.
Eu hoje não sou mais católica, escolhi o meu caminho, eu e minha família, mas não podia deixar de falar sobre esse assunto, porque ao contrário do que é comum, continuo a amar e respeitar o padre Ricardo como sacerdote. Tenho por ele, enorme gratidão, mas ele erra e quando erra precisa que o ajudem a perceber o erro.Quem dera os que convivem com ele e estão á sua volta pudessem dizer o mesmo, ao invés de como os fariseus, andar pelas esquinas, tramando para crucifica-lo.
Douglas, Amanda Raupp e Manuela, vocês são projeto de Deus, não deixem de acreditar nisso mesmo que o mundo diga o contrário. Admiro vocês pela coragem de prosseguir em educar Manuela como Maria educou Jesus.Querendo que ela esteja em Deus, pois mais fácil seria, leva-la a um playground não é mesmo? Deus os honrará em tempo oportuno. Amo vocês!
Os jornais de hoje, iguais o de ontem e também os de amanhã.
" Essa postagem é do dia 16 do 09 de 2009, mas achei legal "repostar" porquê não mudou nada, infelizmente."
Nesses últimos meses em qualquer canal esteve exposto a exaustão; O caso do casal que atirou uma mininha pela janela do apartamento, a queda do avião Frances, a queda do diploma de jornalismo, a morte de Michael Jakson ...
O problema não é está em todos os canais ( para alguns também é ), é que em qualquer canal ou em qualquer horário, a noticia não era somente a mesma, ela estava sendo passada da mesma forma e sem nenhuma contradição de informações. Todos os jornalistas passavam as noticias oficiais somente. Não havia nenhuma novidade de um tele-jornal para o outro! E assim segue, eu hoje já vi o tele-jornal de manhã, não preciso ver o da noite, não haverá nada de novo.
Você sabe para que serve um editor? Seja qual for o meio de comunicação...
Se você não sabe vou explicar: o editor é responsável pela supervisão e preparação de textos especializados numa publicação que abrange assuntos diversos, independentemente do veículo ser um jornal, revista, obra de referência ou outra qualquer.
Enfim, este é um texto publicado num site de notícias de Cuiabá que com certeza foi revisado pelo editor. O problema é que ele foi totalmente ignorado pelo repórter, perante as correções apontadas.
Isso é o que eu chamo de jornalismo independente. (Independe de editor, de leitura, de gosto...)
O jornal A Raza irá publicar o mínimo de dois e o Maximo de
quatro artigos por edição, cada artigo tem de ter o mínimo de 650 caracteres –
menos que isso automaticamente não será publicado- e o Maximo de 1100 caracteres – tendo mais que
isso, se for ser publicado, terá o texto cortado pelo pé sem se preocupar com a
conclusão do texto-será analisado pelo
editor. Nãonos comprometemos em
publicar todo artigo enviado, nos reservando o direito de não publicarmos sem necessidade
de prévio aviso e explicações. Artigos,
matérias, sugestões de pauta, denuncias - essas em especial com nome completo e RG- e afins devem ser sempre enviadas para o e-mail do jornal jornalarazabuzios@hotmail.comúnico endereço onde o editor ira ler e
apreciar o texto para publicação ou não.
Primeiro trouxeram o ímã. Um cigano corpulento, de barba rude e mãos de pardal*, que se apresentou com o nome de Melquíades, fez uma truculenta demonstração pública daquilo que ele mesmo chamava de a oitava maravilha dos sábios alquimistas da Macedônia. Foi de casa em casa da aldeia de Búzios arrastando dois lingotes metálicos, e todo o mundo se espantou ao ver que os caldeirões, os tachos, as tenazes e os fogareiros caíam do lugar, e as madeiras estalavam com o desespero dos pregos e dos parafusos tentando se desencravar, e até os objetos perdidos há muito tempo apareciam onde mais tinham sido procurados, e se arrastavam em debandada turbulenta atrás dos ferros mágicos de Melquíades. "As coisas têm vida própria", apregoava o cigano com áspero sotaque, "tudo é questão de despertar a sua alma." José Ninguém, cuja desatada imaginação ia sempre mais longe que o engenho da natureza, e até mesmo além do milagre e da magia, pensou que era possível se servir daquela invenção inútil para desentranhar o ouro da terra.
( Trecho adaptado de 100 anos de solidão, Gabriel Garcia Marquez )
Um nativo já caminhando para a casa dos 60 me contou – pediu
para não ser identificado - sobre uma
historia do fim da década de 60, quando começou a chegar uns cabeludos na
aldeia. Em uma ruela de lama – onde hoje
seria a travessa do restaurante David- havia
antigo arbusto - já parecia uma pequena
arvore- com a qual as mulheres faziam
garrafadas para a cura de vários males como dor nas pernas, cicatrização de
feridas e as vezes – me disse que era bem raro-
bebiam o chá para acalmar. Os cabeludos
colhiam muito as folhas desse arbusto, ninguém achava estranho. Um dia apareceu
policia vinda da capital – talvez tenha vindo apenas de Cabo Frio – e cortaram
o tal arbusto, que era um pé de maconha.
Praia do Canto, 1960, Búzios Antigo, Acervo Museu Brigite Bardot,
José Niguém ( fundador do Búzios ) ignorava por completo a geografia da região. Sabia que para o Oriente estava a serra impenetrável, e do outro lado da serra a antiga cidade de Riohacha, onde em épocas passadas - segundo lhe havia contado o primeiro José Niguém, seu avô - Sir Francis Drake era dado ao esporte de caçar jacarés a tiros de canhão. Os bichos eram depois remendados, recheados de palha e mandados para a Rainha. Na sua juventude, ele e seus homens, com mulheres e crianças e animais e toda espécie de utensílios domésticos, atravessaram a serra procurando uma saída para o mar, e ao fim de vinte e seis meses desistiram da empresa e fundaram Búzios, para não ter que empreender o caminho de volta. Era, pois, uma rota que não lhe interessava, porque só podia conduzi-lo ao passado. Ao Sul estavam os charcos cobertos de uma eterna nata vegetal, e o vasto universo do grande pantanal, que, segundo testemunho dos ciganos, carecia de limites. O grande pantanal se confundia ao Ocidente com uma extensão aquática sem horizontes, onde havia cetáceos de pele delicada, cabeça e torso de mulher, que perdiam os navegantes com o feitiço das suas tetas descomunais. Os ciganos navegavam seis meses por essa rota antes de alcançar a faixa de terra firme por onde passavam as mulas do correio. De acordo com os cálculos de José Ninguém, a única possibilidade de contato com a civilização era a rota do Norte. De modo que dotou de foices, facões e armas de caça os mesmos homens que o acompanharam na fundação de Búzios; pôs numa mochila os seus instrumentos de orientação e os seus mapas, e empreendeu a temerária aventura.
Texto adaptado do classico 100 anos de solidão de Gabriel Garcia M
Logo - arte do nome criada por Victor Viana e desenho do Curinga feito por Clovis Batebola
Sim, é o fim do blog O Curinga de Búzios na plataforma que
usamos nestes 5 anos. Digo o fim do blog por não ser o fim do “Curinga de
Búzios” , que passou a ser o meu segundo
nome. È incrível como um blog que começou
tão despretensioso tenha si tornado, sem que eu notasse, um avatar, um alter-ego,
talvez. Devo muito a esse blog, devo
muito a blogsfera; por ele comecei a emitir minhas opiniões do mundo e da vida.
O mais incrível foi ter encontrado gente que me seguia e comentava e acreditava
ou descordava do que eu escrevia. O importante é que eu estava sendo lido. Era
isso que eu queria, ser lido. Não foi fácil
aceitar que a historia do blog estava chegando ao fim, mesmo que o nome
permaneça – registrado inclusive- como
parte de mim e nome da minha pequena empresa de comunicação “ Curinga de Búzios comunicação
mult-plataforma”. Mas ha algum tempo vinha sentindo que um ciclo estava já
chegando ao fim e que eu teria de aceitar uma hora ou outra que não dava mais
para continuar. Outros caminhos chamam o Cuiringa de Búzios e um Curinga – uma carta
sem “valor”, sem naipe e sem rosto fixo-
não pode deixar de seguir. Inclusive há estudiosos que dizem ser o
Curinga uma corruptela da carta do “ Louco” no tarô. O louco é um jovem com uma
trouxa nas costas, seguido por uma borboleta
e cão vira lata, e sempre indo para algum lugar – diante dele há sempre um
abismo- é um peregrino sem rota, sua
alegria é o caminho e não o destino que ele possa levar.
Daqui para frente haverá um link no blog que levará os seguidores e
tantos usuários fieis e esporádicos para a nova plataforma que usarei; oTUMBLR, onde darei vazão a hemorragia de idéias e confusões comunicativas
vindas de minha mente “endemoniada” – no real sentido da palavra demônio- assim
para registro de toda nossa historia nesses 5 anos, que completaremos no
dia 10 de Dezembro deste ano, publicarei
um livro tentando cobrir esses 5 anos com as postagens mais lidas, as mais
queridas, as mais comentadas e ainda registro dos colaboradores que passaram
pelo blog e as diversas “linhas editoriais” srsr que o blog teve até eu ter sido possuído pela entidade O Curinga
de Búzios.
Tchau e olá- terminando e começando.
Victor Viana – click aqui para continuar conectado ao O Curinga de Búzios. em nova plataforma.
Ieshua estava em meio aos outros, era um em meio a massa. Mais e mais pessoas chegavam em frente as obras da South of Company, os jornalistas se acotovelavam pelos melhores lugares para fotografar Ieshua, mas não sabiam qual era a aparência dele. Quando a policia chegou e os seguranças se organizaram frente a multidão indícios de grande tumulto começaram em meio a turba; Ieshua subiu em uma pedra que o deixou em posição favorável a falar a todos; alguém lhe passou um mega-fone.
Um silencio recaiu sobre os manifestantes, e só se ouvia os som dos disparos da maquinas fotográficas dos repórter e curiosos, Ieshua falou: “ Feliz é todo homem e mulher que não se dobra diante do opressor. E quem é o opressor e quem é o oprimido hoje aqui nessa tarde? O opressor não é South of Company!” um falatório alastrou-se imediatamente diante de uma afirmação tão mal vinda naquele momento, mas logo acabou quando Ieshua elevou sua mão e direita pedindo de volta a atenção de todos e completando sua fala: “ O opressor não é a South of Company porquê nós não aceitaremos ser os oprimidos! Pois todo homem e mulher nasce livre e pleno de direitos de gozar deste mundo, independente de classe, raça, credo e opção sexual. Grupos diferentes se reúnem aqui hoje e aparentemente lutamos por causas diferentes; mas uma coisa nos une e o direito de estarmos no comando das decisões dessa obra, pois essa terra é nossa.” . Realmente cada grupos ali reunido tinha sua própria visão do que era certo fazer em relação aquela empresa estrangeira em Armação dos Búzios; mas a pessoa de Ieshua unia a todos e o mundo estava vendo tudo ao vivo via internet. Ieshua virou-se na direção dos portões fechados e dirigiu-se ao escritório da companhia no interior da obra; os executivos não estavam ali com certeza, mas era simbólico e eles com certeza estavam ligados aos acontecimentos seja lá onde estejam: “ Queremos entrar e negociar uma nova forma de trabalho junto a vocês South for Company! Será justo a todos e podemos fazer de forma que não se agrida mais o meio ambiente frágil dessa praia; temos arquitetos e engenheiros com projetos alternativos aqui. Temos a oportunidade de inauguramos um novo tempo entre trabalhadores, empregadores e meio ambiente!’., no fundo de seu coração desejou que os portões se abrissem; mas não foram abertos e a policia soltou os cachorros . O chefe da segurança de um mega fone anunciou que os portões não se abririam e que todos voltassem a suas casas. Os portões então se abriram; não foi milagre, foi por força da multidão que não recuou diante das bombas de borracha, cães raivosos e toda a violência do Estado. Ieshua ia na frente com seu capacete de ‘peão’ na cabeça.
Pela TV os representantes das igrejas assistiam a tudo enquanto tomavam chá com bolinhos.
Invadiram a empresa e foram armando acampamento. Em quanto Ieshua subia, junto com mais uns 10 ou 12 operários - homens e mulheres- mais próximos. A turba gritava: o nome dele. No meio da multidão um homem com rosto de traços finos e olhos fundos observa a tudo em silencio, estava convencido que Ieshua só chamava atenção por ser um líder operário exaltado e já ia voltar para o hotel e contatar as igrejas de que não se preocupassem mais quando de repente uma voz de mulher emergiu em meio a multidão: “ È o Cristo de Deus”. A aquela frase foi como fogo em um pavio que detonaria uma bomba. Primeira pagina dos jornais e tablóides de todo mundo, assunto de rodas de debates dem rádios e matéria em programas de TV: O Cristo lidera revolta de trabalhadores no balneário de Búzios, no Brasil”. O representantes das igrejas engasgara-se com os bolinhos.
Diante da noticia de que era o Cristo, Ieshua recolheu-se e procurou não se expor tanto. Mas sua coluna diária - agora reproduzida em jornais de todo o mundo- continuava saindo e desafiando o mundo através do Galo Encharcado. O acampamento já durava 3 meses e muitos trabalhadores estavam ansiosos e insatisfeitos com a demora, ameaçavam tomar medidas mais extremas; pegar em armas.
Uma tarde de calor - o vento comum da Região dos Lagos havia sessado- Ieshua se encontrava muito cansado e fitava o horizonte do alto do morro de Sant'Anna. sentiu que alguém se aproximava, teve medo por sua vida, mas virou-se com calma para ver quem se aproximava; parecia um anjo. Era uma mulher, uma linda mulher...
Escutei de um pastor protestante no ônibus esses dias que era o capeta que estava investindo sobre a cidade de Búzios e espalhando a droga entre os jovens; que é a falta de Deus - entenda-se falta de religião, mas exatamente de igrejas evangélicas- que leva os jovens a usarem drogas. Por outro lado muitos querem sustentar a simplista tese de que é o usuário que mantém o esquema da droga; esquecendo-se que a droga é um negocio organizado como venda de álcool, cigarros, calcinhas e celulares com pesquisa de mercado e até propaganda; a única diferença é que é ilegal.
Na terceira edição do Jornal A Rasa publiquei a matéria do jornalista Sergio Menna onde noticiamos a apreensão de 239 pedras de crack na Rasa e ainda o desmonte de um disck drogas. Com certeza uma grande ação da policia militar, mas esse tipo de ação - mesmo que sempre necessária- nunca resolveu e nem resolverá o avanço das drogas. Pura e simplesmente porque o uso de drogas é um habito tão antigo quanto a própria humanidade e nunca será exterminada da sociedade. Não achem com isso que sou a favor de ver nossos jovens escravizados a vícios nocivos e que causam tanta dor e sofrimento a dependentes e seus familiares, pois não sou. O que sei - não acho, eu sei- é que só o que pode estancar esse processo de domínio da droga sobre a juventude é a implantação em caráter de emergência de educação, trabalho, cultura e lazer, tudo que não há para o jovem buziano. Uma escola esvaziada de seu sentido de ensinar os jovens a pensarem somada a total falta de empregos justos e ainda o fato de essa ser uma cidade sem teatros, projetos artísticos, cinema acessível , museus e incentivos as manifestações culturais das próprias comunidades. Ainda há questão de que, fora a gratuita praia e alguns showsinhos aqui e ali durante o anos não há ações de lazer na cidade. È isso que detona na mente ociosa, mas fervendo de vontade de viver novas e intensas experiências, o desejo pela droga.
O homem que estava atrás do guichê era o homem calvo que
havia sido pego roubando comida e que Ieshua tinha defendido. “ Veja o verme que você protegeu Ieshua!”,
disse o operário que se revoltou com os descontos de seu salario.
Em uma das igrejas o padre iniciou a missa para as meia dúzias
de pessoas de sempre, idosos que nem tinham ficado sabendo dos rumores
do sumiço do Cristo. Na outra
igreja a pastora elevou a voz em fez todos os gestos comuns ao culto de sempre,
a igreja lotada, em tanta euforia e emoção que nem se deu falta de um Cristo;
foi mais uma invenção da imprensa. Nas
igrejas lá do distante oriente os sacerdotes celebravam uns para os outros um
intrincado ritual.
“ Se estamos insatisfeitos com nossos salários e se nos sentimos roubados; se não dão o valor a que merecemos...vamos então juntar nossas vozes para que se faça ser ouvida nossas reivindicações” disse Ieshua aos vinte e tantos operários reunidos na surdina . “ Mas o que é a voz de 20 peões diante de uma multinacional?” retrucou o mais jovem do grupo, um menino magro de olhos sofridos. Ieshua abaixou a cabeça por alguns instantes e logo em seguida a elevou com semblante serio. Na outra semana estreava sua coluna no polêmico jornal “ O Galo encharcado” , odiado pelas igrejas e comunidades cristãs de toda Armação dos Búzios. Ieshua abria o verbo contra os desmandos da South for Company . A empresa sem rosto logo emitiu uma nota fria informando a Ieshua que passasse no RH da companhia ; o levante de operários foi de uma proporção nunca vista por aquelas bandas. Procurado por um grupo de ambientalistas Ieshua tomou conhecimento mais profundo das consequências que a obra do complexo de condomínios na reserva da praia do Forno estava causando ao ecossistema. Ieshua voltou seu olhar e coração para a situação de corrupção na politica local que permitiu que um empreendimento como aquele fosse aprovado. A greve dos operários foi marcada para a mesma data em que os ambientalistas invadiriam a sede da construção para forçar a parada das obras; eram duas classes lutando por coisas diferentes, mas Ieshua era o ponto que os unia através da fome por justiça. As equipes de reportagem tomaram conta de Búzios e pela TV, Radio, Jornais e Internet o nome, o rosto e a voz de Ieshua chegavam a todos os cantos do mundo.
As especulações de todos os tipos, e vindas muitas vezes
de dentro das próprias igrejas, de que aquele rapaz era o Cristo que havia
sumido dos templos das instituições religiosas, se espalhavam e tornavam-se o assunto do povo e a esperanças de todos os
estropiados do mundo. Búzios em pouco
tempo tornou-se uma Meca, e os pousadeiros e donos de restaurantes estavam felizes,
mas havia discordância entre alguns
formadores de opinião locais se o personagem Ieshua atraia um turismo de “qualidade” ou não. Os representantes das igrejas reuniram-se as
pressas; não podiam mais fingir que ele não estava fugido.
O Bispo representante da Igreja de Ouro disse: “ Como é sabido de todos vocês senhores...” , foi interrompido pelo assistente que fazia um sinal tosco com os olhos em direção a Representante das igrejas de terceira via. O bispo pigarreou e corrigiu sua fala: “ Senhores e senhora... Como é sabido de todos vocês; o Cristo sumiu. E logo os jornais e a TV vão dar essa noticia.” . O bispo ainda iria dizer mais algumas palavras quando o assistente levantou sua mão. Visivelmente irritado, por ser interrompido, o bispo deu a palavra ao rapaz: “ Na verdade senhores e ...senhoras os jornais e a TV já deram a noticia". Todos olharam-se mudos.
O Jovem Ieshua esperava como todos os outros na fila para receber o pagamento por seu trabalho nas obras realizadas pela South for Company, entre rumores de protestos. No guichê de recebimento um dos operários socou o balcão e agarrou o homem dentro da cabine pelo pescoço.
“ Verme, o que é isso? Que descontos são esses no meu pagamento? Vocês são um grupo de ladrões!” . Uma parte dos operários foi em direção ao guichê tomar conhecimento do que ocorria. Ieshua também foi.
A representante das igrejas de terceira via levantou-se modulando uma postura demasiada máscula para sua aparência frágil: “ E algum de vocês sabem onde o Cristo está?” . Todos olharam para o bispo que seco indicou com um sinal de cabeça o patriarca oriental: “ Contratamos mercenários”, parou de falar por alguns instantes ao ver o olhar de reprovação da representante das igrejas de terceira via, mas continuou a notar que a havia constrangido. “ Ele está no Brasil.” . “Brasil? Mas que lugar do Brasil? “ perguntou o Bispo ,
“ Na Aldeia de Armação dos Búzios”. “Mas, mas...” pronunciava sem conseguir coordenar as idéias a jovem pastora. “Mas, mas o que senhora?” perguntou irônico o bispo. “Mas pensei que talvez estivesse em algum lugar sagrado da Terra Santa”.
“ O que está acontecendo?” Perguntou Ieshua enérgico aos dois homens que se engalfinhavam. “Ele está me roubando!” gritava o operário. Ieshua virou-se para o homem dos pagamentos e esse repetia enquanto tentava segurar as grandes mãos que o apertavam o pescoço: “ São descontos da empresa”. “Descontos de alimentação, hospedagem e Plano de saúde”. O tumulto tornou-se ainda maior. “ Isso de desconto de alimentação não estava no acordo!” “ Hospedagem? Esse pulgueiro?” “ Que Plano de saúde? Eles apenas nos encaminham ao posto de saúde da cidade”....
“Já sabemos onde o Cristo está, agora é descobrir como trazê-lo de volta” disse o Bispo. O patriarca levantou-se a caminhou até o centro da sala: “ Fala como se estivesses-mos falando de um qualquer, é o Cristo! “ A pastora encarou o bispo nos olhos e esse disse: “ Quem comprova que esse é o Cristo? Pode ser um impostor?”. A Pastora : “ Por quê não deixamos ele em paz, pelo que vi os jornais ainda não sabem de seu paradeiro. Vamos fingir que ele continua nas igrejas.” Olhara-se os três representantes e os outros religiosos presentes com imenso cansaço e desanimo. “ Vamos fingir então. Mas até quando? “. “ Proponho que o mercenário contratado continue no encalço dele, para ver se não volta a arrumar problemas.” assim disse o Patriarca que considerou o silencio de todos um ato afirmativo.
O Jornal A Rasa foi um sonho que se realizou - e há um grupo de pessoas a quem devo agradecimentos e serão feitos no fim da postagem- e parecia loucura até.
Eu imaginei um jornal alternativo dentro da cidade de Búzios, mas que não deixasse de ser comercial. O que poderia ser feito? Já trabalhava na divulgação dos problemas e também das singularidades da região da Rasa- acho que fui um dos primeiros a chamar a Rasa de região- em jornais e na internet. Então pensei em um jornal que desse voz, de alguma forma a essa região, mas que não deixasse de ser um veiculo da cidade. Assim um jornal comum - de noticias e opiniões- tornou-se também alternativo; ele é feito com o olhar de fora para dentro do pórtico - que divide a cidade em duas- e não o contrario, como é a praxe dos jornais locais.
Terceira Edição do Jornal A Rasa
Outra questão que não poderia passar despercebida era a de que a Rasa é uma região partida; uma parte é território de Búzios e outra de Cabo Frio. E a culpa é claro que recai sobre o colo das elites de ambos os municípios que pensaram em seus bolsos e não no bem estar dos moradores da Rasa. Por isso o jornal identificasse como vindo da “Faixa de Gazah” , por ser uma região partida. Isso nosn aproximou do movimento Faixa de Gazah, que visa dar enfoque e valorização a essas faixas espalhadas por toda Região dos Lagos e estado do Rio de Janeiro.
Entrevistamos moradores e formadores de opinião locais, fizemos denuncias da invasão do crack, mostramos os “fazedores” de cultura da Rasa e ainda tocamos em pontos da formação da identidade do povo dessa região. Ajudamos com certeza na pavimentação da famosa rua 22 e mostramos a verdadeira divisa dos dois municípios.
2012 está as portas e o A Rasa não vai parar. Mas não podemos entrar em um novo ano do mesmo jeito. Queremos e vamos mudar! Um novo formato, uma melhor qualidade gráfica e principalmente uma linha editorial mais abrangente para todo o município sem deixar de ser escrito com a visão de quem está vendo da Rasa. O conteúdo tornar-se-á mais abrangente e assim chegaremos mais longe.
Queremos fechar novas parcerias para essa nova fase e conseguiremos.
Victor Viana
O Editor
Agradecimentos pela empreitada de 2011: Julio Medeiros, Toda família Carrilho, Clovis Batebola, Telma Flora, Denise Morand., Luiz do PSOL, Fabio Lima, Leo Viana, Camila Viana, Fabio Emecê, Professor Serjão, Sergio Menna, Eduardo Torrely, Bebeto Karola, Zilma Cabral, Muchacho Bicho Doido, Sergio Abuzart, Pardal da Imobiliária e também a todos os comerciantes que acreditaram na proposta do A Rasa!
Dando continuidade aos meus relatos de experiências no protestantismo sigo com a primeira parte desse importante texto.
A saída e a alegria do primeiro ano
Éramos 13 pessoas saídas de uma igreja que estava entrando em decadência devido aos fatores de esfriamento da paixão pelo evangelho e politicagem sacerdotal (quando pastores se tornam marionetes nas mãos de bispos esfomeados por dízimos e apoios políticos). Começamos a realizar cultos em uma varanda, com instrumentos emprestados. Muitos amigos e pessoas vieram congregar conosco pois há muito tempo aguardavam nossa saída para iniciar uma comunidade eclesiástica independente e cujo pastoreio real fosse a marca registrada.
O coração do nosso líder era uns mistura de paixão pelas almas com a fé de que Deus o respaldava em sua jornada rumo à um destino desconhecido e rascunhado somente por metas. Ele era um atalaia apaixonado pela visão e pelos seus. Se orgulhava daqueles poucos 13 corajosos que largaram a fartura material de uma igreja e foram cultuar o seu Deus em uma varanda. As atitudes que ele teve respaldava até então toda a nossa confiança no ministério do qual Deus nos confiava.
O primeiro ano foi se formando, muitas pessoas se agregando e se sentindo apaixonadas pelo evangelho porque era a primeira vez que viam um modelo de igreja que fizesse o pastoreiro real. Em menos de um ano havíamos chegado ao número de quase 100 pessoas somando os crentes que migravam a procura de pastoreio e os novos convertidos.
Foi uma das épocas mais marcantes porque tudo era muito inocente, puro e apaixonante. Não havia em nosso meio fervor algum que não fosse a busca pelo próprio Deus. Uma busca que não se preocupava com os olhares de julgamento das pessoas que nos difamavam na igreja que deixamos. Uma busca que não se preocupava com questões estéticas ou materiais. Tudo que havia ali nos bastava, porque só o Deus era o nosso bastante. Claro que o desejo de criar uma igreja estruturada para proporcionar conforto ao povo era latente. Mas, a simplicidade do que tínhamos para oferecer (nós mesmos) parecia saciar o coração do Pai naquele momento.
Nesta etapa foram criadas poucas "células" (grupos de estudo da palavra) em bairros onde moravam a maioria das pessoas que freqüentavam a igreja. Até neste momento, a escolha dos líderes e do local foi propício para o crescimento. Pois não teve como ponto de partida nenhuma motivação classista. Mas, tão simplesmente ir de encontro com os que sofrem nas comunidades mais carentes. As células lotavam de pessoas sedentas e carentes por pastoreio. Alguns desconfiados, mas havia um princípio de comunhão e anseio por levar a pessoa de Cristo que respaldava cada ação nas células. Os jovens se amontoavam ao lado dos adultos. Tudo o que havia, em termos estruturais, era uma casa cedida pelos membros e um aparelho de CD que era usado para tocar músicas enquanto adorávamos ao Senhor.
A falta de recursos financeiros, a precariedade nas condições gerava uma total dependência do Espírito Santo. Esses fatores criaram uma atmosfera única. Incrível como a escassez de recursos financeiros e materiais nos levam uma dependência total de Deus. Posso dizer com total certeza de que esta foi a fórmula perfeita para o sucesso que estava se desencadeando aos nossos olhos. Um sucesso que, por conta de escolhas equivocadas e motivações deturpadas, foi dando lugar a perda do alvo que eram as 5mil vidas resgatadas em 3anos.
Mesmo com fervorosas manifestações contrárias de alguns amigos, sigo em frente crendo que estes relatos irão causar o impacto bastante ao ponto dos envolvidos olharem para trás e reverem suas condutas, seus erros, seus acertos e buscar reatar a comunhão perdida, esquecida ou obstruída pelos interesses pessoais e pelos egos incontroláveis.Se Deus reconstruiu o seu templo várias vezes e na última fez a maior obra de arte de todos os tempos, por quê não será capaz de reconstruir um dos maiores planos de salvação já experimentados na Região dos Lagos?
Tudo dependerá se os responsáveis deixarão o ego ser quebrado pelo arrependimento e confissão dos pecados.
Enquanto isso a beira –mar em um bar do Brasil Ele sentado com um casal conversava tranqüilo.
No Bar o homem diz a Ele: “ Você sabia, como é mesmo seu nome?”. “Yeshua”, Ele responde. “ Você é Judeu?”, “Sim, sou judeu!”. O homem parece satisfeito com a resposta e continua de onde tinha parado: “ Você sabia que no inicio do Cristianismo houve um padre que acreditava que Não haveria condenação eterna para ninguém? No fim até mesmo Satanás seria salvo pelo Cristo! È claro essa tese foi rejeitada oficialmente pela Hierarquia dominante”. Ele escuta a tudo atentamente quando disse: “ Sim, o nome dele era Orígenes!” “ Foi um grande teólogo da Igreja no Oriente”. “Você conhece? “ “Então sabe que a Igreja Ortodoxa hoje tem teólogos que estão reformulando está idéia,e que a hierarquia dessa igreja não está se opondo a isso?”. Ele pareceu estar satisfeito com aquelas informações. A mulher do homem, que até então só ouvia disse: “ Sabia que Ariano Suassuna também pensa assim?”. “Ariano suassuna, o que escreveu o Alto da Compadecida?”. “Sim, esse mesmo! Ele crê que se o Cristo veio para resgatar a toda a humanidade com seu sacrifício na cruz,seria então incoerente que ele não salvasse também o diabo.”. Ieshua está para comentar o assunto, quando alguém chama o homem da mesa pelo apelido de padre. Sereno e não aparentando estar surpreso Ele pergunta:’ Você é padre?”. ‘Fui “. “Como assim foi?” . “Deixei a batina para me casar!”. “ São casados de forma canônica?”. “Não, não consegui a licença do Vaticano, o que mais me entristece é não poder comungar.”. Um ar de tristeza também conta do rosto de Yeshua...Ele fica absorto por um longo tempo, parece não estar ali...Quando iria falar alguma coisa um outro homem entrou rápido pela porta do bar a dentro aos gritos: “ Yeshua! Yeshua!
Em outro lugar sentados em sala escura, cortinas fechadas, segredo total, os representantes das igrejas conspiram. “Acho que antes de qualquer coisa temos que descobrir onde ele está”. “bem o que sei”, interrompeu o representante da oriental, “è que Ele não está nas igrejas, nem na minha e nem na de vocês”. “ Mas alguma coisa temos que fazer! E logo!” Gritou a representante das igrejas de terceira via.
De volta ao bar...”Yeshua, você prescisa vir. Está havendo uma briga entre os operários no alojamento!” Ele se levantou rápido e seguindo seu amigo chegou até ao alojamento. “ O que é isso? Estão brigando feito cães assim por que?”, bradou com voz de trovão. A briga parou e um dos envolvido disse: “ estava roubando comida”, apontava para um homem pequeno e branco, já um pouco calvo.
Com a presença do jornalista Paulo Henrique Amorim, entre outros, Amaury Ribeiro Jr., autor do livro mais polêmico dos últimos anos, participou de um debate que teve como mote o silêncio que a imprensa tradicional faz em torno da sua obra.
O livro, sua repercussão e o papel fundamental das redes sociais na sua divulgação e conteúdo revelaram, acima de tudo, que a mídia não está mais restrita a TVs, rádios e impressos tradicionais. Restritos a eles estão os velhos conceitos, opiniões e hábitos portanto. E voce está conectado a este novo cenário.
No ano de 2008 escrevi dois livros, O Menino do Guarda Chuva - que foi publicado- e esse que agora começo a postar capitulo a capitulo para todos que quiserem ler.
Ele estava encostado no balcão do bar. Fazia calor, como é comum no Brasil, e bebia cerveja. Estava acostumado ao vinho. Enfiou a mão no bolso da calça jeans tirou umas notas e pagou a cerveja sorrindo. Andando, andando, não querendo, mas bem querendo chegou à beira-mar. O vento era forte, resolveu amarrar os cabelos, fez um rabo de cavalo, ficou bonito. As moças o olhavam com admiração, ele se divertia com isso. Estava e era um homem feliz. Chegou no alojamento onde morava com outros operários. Era um trabalhador braçal.
No fundo da igreja a procissão foi lentamente adentrando a nave até ao altar. O sacerdote beija-o e começa a celebração toda lida no breviário. Tudo parecia como sempre...mas alguém dessa vez observou algo incomum. Esse alguém se levantou e gritou: “O Cristo não está na cruz! Ele não está aqui! Sumiu, não está na igreja!”.
O que de inicio foi o desconforto, logo se tornou um tumulto incontrolável. Isso se repetiu pelas igrejas do mundo a fora por todo aquele Domingo.
Em outra igreja começava ao som de musica bem alta a celebração. Os chavões repetidos em voz alta a todo o momento entremeado aos cantos, baterias e guitarras impediram por dias que se percebesse que algo estava diferente ali. Mas em meio a toda aquela euforia alguém rompeu o barulho e gritou ainda mais forte: “Isso tudo hoje é humano! O Espírito não está agindo!”. Como assim? Se o Espírito Santo não está agindo o Cristo então não está presente nesta igreja hoje. Pois o Espírito procede do Pai e do Filho e ambos procedem do Espírito em um movimento continuo que os revela como um só, e ao mesmo tempo singulares. Resumindo: O Cristo também não está nessa igreja.
As igrejas do mundo inteiro estavam vazias. Para que ir a igreja se o Cristo não estiver lá?
Mas por incrível que pareça o mundo não tinha mudado nada em meses
(já havia se passado meses) sem o Cristo nas igrejas. O mundo já não estava observando ou procurando entender suas palavras há algum tempo. Havia uma constante secularização da sociedade. Um ateísmo pratico se estendia de ocidente a oriente como uma hera sobre o muro de um quintal. Não era um ateísmo vindo de uma ideologia ou por uma crise religiosa como se deu por vezes, era um ateísmo de preguiça e desinteresse mesmo. A espiritualidade banalizada como o corpo de mulher em programa de auditório.
Se o Cristo não estaria nas igrejas onde estaria? “Ele está no deserto!’ Alguns diziam. “Ele está na montanha!”Outros diziam”, e o que mais se via era alguém apontando onde ele estava. E todos esses guias cegos diziam sempre que ele estava em suas igrejas e não nas dos outros. A confusão era total.
A reunião foi marcada. Iriam se encontrar em terreno neutro. Escolheram NeverLand para ser o pais ideal para aquela reunião secreta que ia acontecer, e aconteceu. Os sacerdotes ocidentais estavam todos sentados e não se levantaram quando a representante das igrejas de terceira via chegou, era uma mulher. Os sacerdotes da ocidental não estavam acostumados a verem mulheres no comando de igrejas. Sentaram-se todos, e pelos da ocidental, já podia começar a reunião. Mas um assistente adentrou a sala aos gritos que mais um representante estava chegando. Era um sacerdote das igrejas do oriente. Um dos assistentes cochichou nos ouvidos dos representantes sentados. Teriam, realmente que se levantarem e irem beijar, como é o costume, o rosto do sacerdote da oriental. Com asco beijaram-no. Com um certo ar de satisfação por constrangê-los o da oriental sorriu. Todos se sentaram para montarem o tal plano que traria o Cristo de volta.
A Quarta edição do Jornal A Rasa já está sendo distribuído pelas ruas da cidade de Búzios. Daqui a pouco chega nas suas mãos. Mas para quem não pretende sair de casa e ver o transito caótico que está lá fora, essa é a versão online.
Na pagina 4 descubra o porquê a elite buziana( Clovis Batebola) trocou o nome do histórico bairro da Rasa (z). Na pagina 7 veja a denuncia dos vereadores de oposição ( João De Melo Carrilho, Valmir Nobree Evandro) sobre o abandono da saúde em Búzios. Denise Morand Rocha fala sobre o papel do vereador na pagina 2 e ainda saiba sobre o o fotografo da Rasa Marte Oliveira que foi assaltado na praia da Foca. O Professor Luis Luiz Gomes do PSOL revela a cidade do medo na página 7. Na Pagina 5 O Natal chegou mais não em Búzios por Camila Viana e na pagina 8 Julio Medeiros fala do Mangue de Pedra!
FONTE> SITE DO INEA- (Instituto Estadual do Ambiente)
RASA: Recomendada ao Banho de mar
Tucuns Recomendada ao Banho de mar
Manguinhos Recomendada ao Banho de mar
Geribá Recomendada ao Banho de mar
A Praia da Rasa está própria para banho.
*Canto Não Recomendada ao Banho de Mar
*Armação Não Recomendada ao Banho de Mar
Ossos Recomendada ao Banho de mar
Azeda Recomendada ao Banho de mar
João Fernandes Recomendada ao Banho de mar
Brava Recomendada ao Banho de mar
Forno Recomendada ao Banho de mar Ferradura Não Recomendada ao Banho de Mar
Tartarugas Recomendada ao Banho de mar
ATENÇÃO APÓS CHUVA FORTE, NÃO ENTRAR NO MAR EM 24 HORAS.
Prefeitura de Búzios monta a “Sala do Empreendedor” para apoio ao empresário de pequeno porte
Visando oferecer apoio ao empresário de pequeno porte, facilitando o acesso a documentos, crédito e financiamento, o atendimento ao contador, e o acesso à Justiça, a Prefeitura de Búzios lança a “Sala do Empreendedor”. Um espaço totalmente dedicado a micros e pequenos empresários, e ao empreendedor individual, que começa a funcionar a partir do dia 22 de dezembro.
Responsável pela implantação da sala, a secretária de Desenvolvimento Social, Trabalho e Renda, Cristina Braga, destaca que o novo espaço montado na sede da Prefeitura, é parte das ações de implantação da Lei Geral, em apoio ao pequeno empresário, conforme reza o convênio em parceria com o Sebrae.
No local, o empreendedor encontrará profissionais destacados para prestar atendimento nos diversos setores que envolvem a formação e gestão de uma empresa de pequeno porte. Desta forma, a Sala do Empreendedor foi divida em áreas específicas como um setor de Protocolo, um de ISS e IPTU, Regin e EI, uma área somente para atendimento ao contador, Plantão Fiscal, um setor de Crédito e Financiamento, e um de acesso à Justiça, com sala de Mediação e Arbitragem. As secretarias de Gestão e Finanças administram juntas o novo espaço do empresário em Búzios.
A inauguração da sala, montada na sede da Prefeitura na Estrada da Usina nº 600, Centro, acontece nesta quinta-feira, dia 22, a partir das 10h00.
Durante muito tempo me recusei escrever sobre experiências que tive dentro do protestantismo, em especial nas igrejas neopetencostais, por conta das inúmeras decepções e frustrações que passei. Mas, passado tanto tempo e depois de levantar tanta curiosidade nos leitores do BlocodoClovis, resolvi me encorajar a escrever sobre algumas delas.
Experiências que me mostraram o lado mais fúnebre do elitismo dentro da igreja e de suas consequências para a minha geração. O convívio com pessoas sedentas por poder, dinheiro fácil das massas, luxo e megalomanias que foram lapdando o meu carater e mostrando claramente quais rumos seguir dentro de um mundo povoado de caminhos tortuosos e lobos esfomeados.
Mas, também mostrarei algumas experiências que me transformaram no socialista e naturalista que sou hoje. Experiências que geraram em mim os sentimentos mais sublimes que jamais a literatura ou o melhor dos filmes puderam me proporcionar. Como a compaixão pelos oprimidos, a empatia pelo que sofre, o amor voluntário ao próximo, a causa da viúva, do extrangeiro e do órfão.
O Título
O título polêmico carrega em si uma experiência interessante (que relatarei em breve) acerca de um líder que construiu um projeto de igreja modelo, levantou uma liderança destemida e depois ele mesmo a "destruiu" por não conseguir lidar com as diferenças, as críticas, as decepções, os pobres e o ego ferído.
A lenda
Este relato, que será postado em partes semanalmente, remonta algumas esperiências que vivi entre 2002 e 2006, período em que me engajei em um
projeto aldacioso como integrante da criação de uma congregação no modelo dos 12. Um projeto que pretendia levar ao conhecimento de Cristo 5mil pessoas em três anos. Eu era só mais um Silva, de família muito pobre, sem compreensão alguma sobre socialismo, esquerda ou direita, luta de classes. Extremamente apaixonado pelo evangelho e por vezes radical em relação ao trato com o próximo.
Éramos cerca de 13 pessoas saídas de uma igreja tradicional e queríamos, sem a mordaça politiqueira de supervisores distritais vendidos e bispos esfomeados por dízimos, entrar de corpo e alma na visão celular no Governo dos 12. Uma espécie de modelo de organização eclesiástica que tinha como finalidade formar grupos de 12 em cada casa e fazer com que estes se multiplicassem quantitativamente de 12 em 12. Não vou me ater a questão da visão celular até porque todo material necessário para sua compreensão está na internet.
O Bom Pastor e o mal pastorUm dos personagens principais dessa experiência é a figura do pastor que nos pastoreava e que desencadeou boa parte dessa história. Desde sua idealização, motivação dos que lhe confiaram a vida até a sua decadência. A vivência com uma pessoa que foi da aprovação até rejeição em 5anos. Uma pessoa que, com medo de perder o controle de seu projeto, cometeu alguns dos mais absurdos erros para com a vida humana: a tentativa de manter cativos em seu projeto os libertos pelo evangelho de Cristo.
Esse pastor, que por motivos de respeito manterei a identidade em segredo e me aterei a chamá-lo apenas de Pastor, era uma pessoa muito amada, controversa e foi sendo polêmica até os dias da decadência de seu projeto. Um líder que por seu enorme carisma, que por vezes contrastava com um autoritarismo incontrolável, foi da confiança ao descrédito aos olhos dos fiéis que confiaram-lhe a vida. Bem diferente da figura do Bom Pastor relatada pelo próprio Cristo.
Este será um personagem na história que terá como objetivo didático mostrar os perigos do egocentrismo dentro do caráter de um líder. Um ego que, de tão forte e alimentado, cegou-lhe o entendimento e incapacitou-lhe de enchergar que estava destruindo "a própria igreja" que Deus lhe confiara. (continua)