20.7.13

Dona das divinas tetas! A zoologia dos Lagos; apenas um artigo cientifico

Apenas uma nota cientifica de valor incalculável 


A vaca



E vaca das divinas tetas se encontrava deitada em praça pública. Expunha suas ancas gordas, alem de espalhar pelo chão as centenas de tetas de onde jorrava o leite vermelho- tinha esta cor por vir misturado bastante sangue dos mortos que não receberam o leite- pois em cada teta se encontram sempre de 8 á 15 carrapatos, parasitas terríveis, mamando tudo para si.



   











Os carrapatos

São de três espécies; os nativusparasitoides, os deforaparasitoides e os amiguinhosparasitoides. Sugam mesmo com vontade e sem preocupação com os outros membros de seu eco-sistema. Vivem de 4 á 8 anos em media. A maioria não morre, hiberna até que a vaca permita que eles voltem a suas tetas divinas.

OBS: Postagem originalmente públicada nesse blog em 19-06-2011. http://curingadebuzios.blogspot.com.br/2011_06_01_archive.html

19.7.13

O maconhal da Búzios antiga




Um nativo já caminhando para a casa dos 60 me contou – pediu para não ser identificado -  sobre uma historia do fim da década de 60, quando começou a chegar uns cabeludos na aldeia.  Em uma ruela de lama – onde hoje seria a travessa do restaurante David-  havia antigo arbusto  - já parecia uma pequena arvore-  com a qual as mulheres faziam garrafadas para a cura de vários males como dor nas pernas, cicatrização de feridas e as vezes – me disse que era bem raro-  bebiam o chá para acalmar.  Os cabeludos colhiam muito as folhas desse arbusto, ninguém achava estranho. Um dia apareceu policia vinda da capital – talvez tenha vindo apenas de Cabo Frio – e cortaram o tal arbusto, que era um pé de maconha.



Victor Viana @VianaBuzios 

Victor Viana:  MTB 27666 é jornalista, Assessor de Imprensa, Escritor e Problogger.  Nasceu em Cachoeiras de Macacu e reside em Búzios desde 2005. Casado, com a também jornalista Camila Raupp, é pai de dois filhos. Contatos:  victorvianajornalista@gmail.com ou 22 9837-3336 

Rede Globo e Ditadura Militar.

A verdade revelada em um bar de Búzios

Nota: texto originalmente publicado nesse mesmo blog em 2010. 

 Há uns anos atrás estava trabalhando de caixa em um restaurante em Búzios, trabalhava a noite e estudava de manhã, que dureza! Um cliente antigo da casa, um daqueles coroas que vivem de renda, típico em Búzios,  morador de Ipanema e sempre na casa de Búzios passeando, conversava com os garçons. De repente ele me chamou: “Victor, você que é da comunicação escuta essa!”. Eu fui, e ele disse: “ Eu estava bebendo em um bar lá em Copacabana e um militar, já de cabeça branca, sargento se não me engano, me contou que nos primórdios da TV Globo os militares apreenderam um carregamento de equipamentos de Vídeo-difusão contrabandeados por comunistas.

O Dr. Roberto Marinho propôs aos milicos que se eles dessem esses equipamentos a ele, teriam então um espaço sempre aberto para divulgarem as glorias da ditadura  ( Ele não deve ter chamado o regime dos generais de ditadura). O cliente do restaurante completou dizendo que o "velhinho militar", de lagrimas nos olhos, disse: “ E depois a Globo nos traiu e apoiou os que eram contra a revolução!”. Eu e os outros estávamos ouvindo atentos a historia. Eu então me achando, já que foi ele que disse que eu era da comunicação, emendei outra historia dizendo: “É, e depois o Roberto Marinho pediu mais uma concessão - um outro canal- de TV ao General Figueiredo e ele se negou, se vingou, deu o canal para o Silvio Santos!”. Todos ficaram comentando bem sobre aquele enlace de fatos relacionados à ditadura e a Rede Globo de Televisão.

 O que eu fiz foi somente lembrar de um fato que vi na TV - Inclusive na própria Rede Globo - e juntar com a historia do coroa de Ipanema. Mas analisando agora, como realmente as duas histórias se completam mesmo! Como faz sentido se postas juntas uma depois da outra! Eu não posso provar nada da historia que o cliente do restaurante contou, mesmo sendo uma fonte segura - gente que vive de renda bebendo em bar em Búzios é gente de confiança! rsrsrs - mas que da uma filme de conspiração, ou um livro desses que vendem pra caramba dá.
Victor Viana @VianaBuzios Jornalista, Assessor de Imprensa, Escritor e Analista de Mídias Sociais.

Nota de 2013

A partir dos levantes   iniciados em Junho deste ano uma das manifestações mais persitentes e ao mesmo tempo tão boicotadas pela " Grande Mídia" tem sido o movimento auto denominado de "Ocupa Globo". Diante disso achei que a crônica a cima manteve-se ou tornou-se atual.






16.7.13

Observatório da Imprensa: JORNALISMO & REDES SOCIAIS por Victor Viana

O fenômeno do “Mundo Pequeno”

Por Victor Viana em 16/07/2013 na edição 755
Venho desde o fim da década de 90 – talvez alguns mais abastados tenham percebido antes disso – tendo a impressão de que o mundo estava ficando menor e o tempo passando com mais velocidade. Como adolescente do interior, ouvi de muitos a explicação religiosa – estava tudo na Bíblia, me disseram – e não me contentava com a resposta sempre absoluta da religião. Leia mais em http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed755_o_fenomeno_do_mundo_pequeno

15.7.13

Erros são acertos


Mais um passo para a desordem criativa. 

As obras que ilustram a postagem by Arnaldo Marquez. 










Erros são acertos. Sim, a ideia está calcada na utilização de nossas próprias deficiências para criar uma expressão artística legitima. Há pessoas que são em alta medida eruditas e trabalham á partir de um ideal de perfeição, na maioria das vezes vindo dos ideais gregos e estendendo-se ao Renascentismo e coisa e tal. 

É importante citar as influencias; havia em nossa mente adolescente ( através da grade curricular das escolas de segundo grau públicas ) as contribuições dadas pela semana de 22, como o uso de pleonasmos, cacofonias, bairrismos linguísticos...mas nunca nossas influencias podem ser avaliadas somente pelo que líamos por prazer ou obrigação. É importante entender o que ouvíamos, as letras de musica são chave que abrem bem as portas do que intuímos com esses passos. Podemos dar como exemplo as pronúncias regionalistas das letras de Zé Ramalho e Geraldo Azevedo ou o carioquez com palavras inventadas de Luiz Melodia, passando por coisas de Rap e por ai vai...

Eu me lembro que eu gostava bastante de ir, enquanto andava de ônibus, olhando as frases pixadas nos muros e anotava as que me chamavam a atenção. Não somente pelo conteúdo mas também pelos erros de ortografia ou concordância que davam um charme todo especial a frase. Eu o que eu posso mais dizer sobre esse passo? Posso dizer sobre mim; Trabalho a partir de minhas imperfeições, sou extremamente errôneo em minha escrita formal ( alem de ser dislexo ), sempre gostei mais da interpretação do texto ( Que dava menor nota) que do estudo da gramática ( Que dava a maior nota), por isso optei ( Ou não) por trabalhar com os erros, amá-los até. Mas é evidente que escrever errado simplesmente errado não faz de alguém artista. É preciso justamente desta consciência de que “erros são acertos” e trabalhar nisto. Isso se reproduz nas artes plásticas, o que se considera errado se torna  a arte certa Vide a obra de Naldo Marquez em www.clicfolio.com/naldomar que  como também se pode dar na musica popular, o violão de Jorge Benjor ( A minha geração conheceu ele já com o “jor” no final) foi classificado como tocado de forma errada e está certo, não está!? Mas é evidente que sempre se pode caminhar para uma visão mais filosófica das coisas, mas ver a parte filosófica de “Erros são Acertos” seria muito denso ( até chato ) aqui para este espaço. saiba mais em http://movimentonovaordem.blogspot.com.br/

Victor Viana @VianaBuzios


( Eu diante de um acerto )

Volte para o Bar em Búzios no Link a baixo
http://projetoexperimentalbuzios.blogspot.com/

13.7.13

O Criador de demônios

A crônica de sábado 


Peguei um demônio para criar. De tanta pena que dá do mau.
O  sevei  com todo tipo de lavagem boa. Daquelas da qual se alimentou o filho prodigo.

Aconselhei-lhe a deixar crescer os cabelos e a barba. Para se parecer com Cristo, como fez John Lennon e Che Guevara.
Era um demônio bom. Cheio de boas intenções...

O eduquei seguindo a risca o método do cantinho da reflexão.  Com doses de grande amor. A qualquer travessura lhe enfiava um ferro quente na mão.
Ao aparar seus chifres notei que uma lagrima corria de um dos seus 365 olhos gordos.
Com a mão espalmada ao peito me confidenciou o amor,
que tinha por uma santa mulher que lhe prometeu o coração depois que ele subisse a montanha e matasse um dragão.

Victor Viana @VianaBuzios 

Tia Eva nesse momento está expondo seus trabalhos no Charitas, em Cabo Frio.

Exposição no Charitas - Avenida Texeira e Souza, em frente a caixa Econômica.

Nascida na Serra do Suarinho, município de Cachoeiras de Macacu RJ, a artista plástica e artesã Eva Pinto ( Mas conhecida como Tia Eva ), chegou a muitos anos na Região dos Lagos e aqui deu continuidade , junto a seus irmãos, a tradição de sua família, o artesanato. Em Búzios Tia Eva desenvolveu uma técnica apurada que levou o seu artesanato ao status de arte. Ganhadores de diversos prêmios e tendo expostos seus trabalhos em toda a região e outros estados do pais o artesanato para essa família é trabalho e filosofia de vida.

12.7.13

FLIP Paraty: A incrível saga do Homem borboleta


Também conhecido como Thiago

Por Victor Viana @VianaBuzios

O Homem Borboleta vende beleza em Paraty desde uma segunda-feira, 12 de Março de 2002, ele lembra muito bem. Ele pediu um sinal a Deus, pediu ao Todo Poderoso que abrisse seu caminho. Ele tinha perdido 122 borboletas em uma fiscalização na cidade de Aparecida do Norte SP, onde fica a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, uma Mãe de Deus negra. O Homem Borboleta, que às vezes é chamado por alguns de Thiago, caminhou por todo o Vale do Paraíba, fugindo do rapa até um Posto de Gasolina. Pela estrada do município de Cunha chegou ao Alto da Serra da Bocaina, foi lá que pediu o sinal de Deus. "Um professor de ginástica e sua esposa me deram uma carona de carro e  me deixaram na beira de um caminho", conta deixando claro que não tinha muita ideia do que poderia acontecer. O Homem Borboleta tentou dormir ali no alto da Serra da Bocaina, "Havia um galinheiro aberto. Tentei passar a noite por ali, mas era muito gelado lá em cima", disse rindo. O Homem Borboleta tem vários livros escritos e publicados, além de vender borboletas coloridas. Um de seus livros escreveu quando esteve preso em Changai, na China, preso por vender borboletas nas ruas. Suas borboletas são Made In China.  Foi por isso que passaram o rapa em 122 de suas belezas aladas sob os olhos da Mãe de Deus. "Eu não tinha o documento que me permitia vender na rua. Mas precisava comer, precisava viver. Tinha de vender minhas borboletas", conta sem mágoas e sem culpa. Os livros do Homem Borboleta são bilíngues, "são em Inglês/ Português e em Português/ Inglês, você escolhe", ele ri do que diz.  Prestes a fazer 64 anos, uma idade considerável para um homem e uma idade avançada para uma borboleta, contou que  caminhou então 12 horas sem parar, segundo relato dele mesmo, e então o caminho se abriu, como tinha pedido ao Todo Poderoso. Paraty. O Homem Borboleta estava em Paraty, no Rio de Janeiro. Surpreendeu-nos ao contar que está há 11 anos e quatro meses, contados, na cidade, mas que não mora em Paraty. Na cidade histórica, que Deus mostrou a ele, apenas 'ganha a vida', mora mesmo é em Queimados, na Baixada Fluminense.

Credito da foto: flipzona.wordpress.com 

Figura conhecida da cidade. Alto, cabelos brancos, túnica comprida, parece até um Profeta, o auto intitulado, "homem-borboleta" vive pelas ruas coberto de borboletas que ele vende dizendo que são feitas com metal tirado dos aviões de combate da Segunda Guerra Mundial. 


Um poeminha para o Homem Borboleta
Por Victor Viana 

O Homem Borboleta vende belezas em Paraty 
Desde 12 de Março de 2002 está aqui 

O Homem Borboleta pediu um sinal de Deus
Certo de que o Todo Poderoso atenderia um pedido seu

O Homem Borboleta subiu a Serra da Bocaiana
Levantou seus braços e clamou no frio daquela montanha 

Escreveu muitos livros na prisão 
De queimados a China com asas de borboleta e de avião 

O Homem Borboleta fala inglês e português 
O Homem Borboleta pediu um sinal de Deus 









11.7.13

Roubar é bom e necessário.

Tudo que está no ar nos pertence,

Eu sei que essa é uma afirmação que em tempos de tanta violência pode causar muita estranheza.
Não menos estranheza causou há um pouco mais de uma década atrás quando grafei esse passo no manifesto. Os antropafagistas de 22 e depois os tropicalistas de 70, entre outros, gostam bastante de laurear a graça de deglutir o estrangeiro para assim ( como faziam os nossos índios) tirar para si o melhor que eles trazem em si e com o que temos fazer uma arte nacional e original. Mas nós não éramos tão meticulosos para entrar em uma empreitada tão complicada. Preferimos roubar o que nos agrada para assim melhorar o que é nosso. Para explicar melhor podemos dizer que é enfeitar o pavão com a pena dos outros.
Roubamos falas de pessoas na rua, frases pixadas em muros...citações de livros ...enfim roubamos. Mas uma vez lançamos mão de uma palavra para causar impacto. Não é bem roubo, é desapropriação, um direito constitucional rs. Tudo que está no ar nos pertence, e muitas vezes está nas mãos de quem não faz uso dessa perola, é como uma terra improdutiva. Vamos tomar, roubar...pois é bom e necessário!

Victor Viana @VianaBuzios

Leia mais sobre o Ant Movimento Nova Ordem http://movimentonovaordem.blogspot.com.br/

10.7.13

Quem controla a Mídia? Mais uma colaboração na reflexão sobre a "Imparcialidade" Jornalistica


11 famílias controlam as maiores empresas de comunicação e mídia do país. 

O conhecimento e analise dessas informações são importantes para que jornalistas e pessoas interessadas em tornar-se um, desprenda-se de ingenuidades e despertem o senso critico  - recomendo o estudo da filosofia, ética e sociologia - diante de tudo que  se encontrará pela frente ao por o pé nessa profissão. 


Na esfera das telecomunicações três famílias são proprietárias dos três principais canais de Tv do Pais: Os Marinhos - Tv Globo- com 38,7%, os Macedo - Tv record - com 16,2% e os Abravabel - SBT- com 13,4%. A família Marinho ainda controla rádios, jornais e revistas concorrendo com a Família Civita, que controla o Grupo Abril - ambos detém 60% do mercado editorial - que concorre lado a lado pelo domínio deste setor.

 Os principais jornais brasileiros também são controlados por famílias - os Frias controlam a Folha de São Paulo - Os Mesquita, o Estado de São Paulo - no Sul a família Sirotsky é dona do Grupo RBS e controla o maior jornal de circulação no Rio Grande do Sul, Zero Hora, alem de Tvs, rádios e outros diários regionais.

 Famílias ligadas á políticos tradicionais estão no comando de Grupos de Mídia em diferentes regiões, como os Magalhães na Bahia - Rede Bahia, Jornal O Estado da Bahia, Radio Bahia FM e TV Bahia - são algumas de suas "armas" de noticias.

 Os Sarney, no Maranhão - Grupo Mirante, Jornal, Rádio e TV Mirante - estão sobre o controle da família do ex presidente e hoje presidente do Senado, José Sarney.

 Os Collor de Melo, em Alagoas - Organização Arnon de Mello, jornais, rádios e TV Gazeta- e outras publicações regionais.

Victor Viana - Jornalista, Assessor de Imprensa, Ghost Writter e Analista de Mídias Sociais.


Abaixo um  vídeo fundamental para entender como a oligarquia midiática controla um dos nossos direitos fundamentais, que é o direito à comunicação. Didático, a matéria mostra que a concentração dos grandes veículos de comunicação na mão de poucas famílias beira a monarquia, já que o poder é transmitido de pai para filho  



Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil. Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez Direção de Arte: Anna Luiza Marques Produção de Locação: Diogo Moyses Produção de Arte: Bia Barbosa Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues Animações: Pedro Ekman Voz: José Rubens Chachá

9.7.13

MOJO: Mais um artigo de Victor Viana no Observatório da Imprensa

O mais recente artigo de autoria de Victor Viana @VianaBuzios no conceituado Observatório da Imprensa.

Leia um trecho: 

‘MOJO’

O ‘Extra’ sabe o que é. Já ‘O Globo’...

Por Victor Viana em 09/07/2013 na edição 754
 
Divulguei uma vez nas redes sociais e no meu blog a decisão de não dar mais dinheiro ao O Globo e houve comentários a favor e contra. Sim, O Globo não me agrada. E para corroborar meu pensamento avistei um fato que demonstra o quanto o Grupo Globo está perdido na esfera jornalística com o seu principal jornal impresso. Diante dos alardes de que o impresso está em fase terminal – especialistas dão ainda 50 anos de vida a ele no Brasil – a imprensa do mundo inteiro corre para se reinventar. O aclamado jornalismo online, que já nasceu morto e deu lugar ao impetuoso jornalismo digital trouxe consigo conceitos e função com ares de vanguarda – entre outras coisas, o mojo. Não se trata do personagem dos quadrinhos de aventura, conforme está lá na Wikipédia. Mojo [Mobile Journalism] é o repórter que sai montado de tudo quanto é treco tecnológico móvel nas costas direto para a rua e de lá bombardeia – com critérios diferentes do repórter comum – o site de seu jornal ou seu próprio blog, com informações escritas, visuais e de áudio. Alguns apuram e editam ali mesmo, sem voltar à redação, outros enviam a notícia crua para que na redação seja transformada em texto de impresso ou mesmo de web.

8.7.13

Já tomou uma multa moral?

Novo fenômeno das mídias sociais!

Começou a circular pela internet, iniciou-se em Pernambuco e já tomou conta de São Paulo, o Movimento “Multa Moral”.   Carros estacionados nas calçadas, faixas de pedestres, vagas de deficientes recebem a “Multa Moral”. Quem aplica? O próprio cidadão.  Como isso acontece? O Cidadão comum imprime um boleto pela internet e ao passar por carros que estejam nessas situações deixa no vidro a “multa”, que na verdade é uma ação de alerta ao transgressor de que sua atitude não é legal, no papel há a sugestão de que para amenizar o ato o motorista doe R$ 50,00 a uma instituição carente.  O objetivo do movimento com essa ação não é multar para punir - até mesmo porque o cidadão comum não tem poder de policia para isso- e sim multar para educar.   Não se sabe se já deu algum resultado, mas a movimentação na internet só cresce e em dias será um fenômeno nacional. No Facebook o acesso ao movimento é pela comunidade que originou essa nova onda das Mídias Sociais no Brasil  www.facebook.com/olhaamultamoral onde alem do incentivo as aplicações das “multas” há também o compartilhamento de fotos de carros em situações irregulares de todo o país.

 O movimento que já conta com um site www.multamoral.com  é mais uma demonstração da força das Mídias Sociais.  Búzios como qualquer cidade também sofre com a falta de educação e cidadania de motoristas o movimento multa moral cairá muito bem aqui também. Será que os “Ativistas das Mídias Sociais” de Búzios vão se interessar por uma ação cidadã não partidária ou vamos provar que todo nosso discurso de preocupação com a cidade é apenas visando às eleições? É esperar para ver se a moda , bem vinda, pega por aqui. 






Victor Viana @VianaBuzios  é jornalista, Escritor, Assessor de Imprensa e Analista de Mídias sociais.  

5.7.13

Artigos de Victor Viana estão sendo publicados no Observatório da Imprensa


Desde 9/4/2013 estão sendo publicados artigos escritos pelo editor deste blog, Victor Viana, no conceituado site de analise e critica jornalistica O Observatório da Imprensa. Confira todos os artigos em:  http://www.observatoriodaimprensa.com.br/authors/all_author/25681/news
Sobre o Observatório da Imprensa 
Observatório da Imprensa é uma iniciativa do Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (www.projor.org.br) e projeto original do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É um veículo jornalístico focado na crítica da mídia, com presença regular na internet desde abril de 1996 (veja aqui a edição nº 1).
Nascido como site na web, em maio de 1998 o Observatório da Imprensa ganhou uma versão televisiva, produzida pela TVE do Rio de Janeiro e TV Cultura de São Paulo, e transmitida semanalmente pela Rede Pública de Televisão (confira a grade horária no site do programa).
Em maio de 2005, o Observatório da Imprensa chegou ao rádio, com um programa diário transmitido pela rádio Cultura FM de São Paulo, rádios MEC AM e FM do Rio de Janeiro, e rádios Nacional AM e FM de Brasília. Os áudios dos programas, na forma de um blog, estão disponíveis no site do OI.

Música: You Can't Have Enough Of This - Alex Pedreira

Alex Pedreira/ Musico e estrumentista/ Poliglota e cosmopolita. Entrevista em breve....

4.7.13

Rede Social: Transferência Pública de arquivos em PDF no Facebook

 O ato de ter de clicar em um link para acessar outro site em que se poderá baixar o PDF de um documento ou livro para ler faz com que cerca  de 60% das pessoas não leiam textos mais profundos. 


O Facebook carece de profundidade. Tudo é abordado de forma muito rasa. As pessoas compartilham as coisas sem ler antes, pior que isso, opinam se antes gastar um tempo estudando as postagens. Acho que um passo para que essa mídia social possa ser verdadeira formadora de redes sociais e preste um serviço mais relevante a sociedade é a permissão da publicação de arquivos em PDF, assim se poderá fazer com facilidade a troca de arquivos de conhecimento mais profundo como livros e revistas sem ter antes que passar pela mediação do clicar em um link. Essa opção já existe para conversação em Box, mas é limitante, é preciso que se possa fazer isso de forma pública e viral.

9.1.13

MIGRE PARA O BLOGÃO DOS LAGOS

Amigos de anos!!

Daqui para frente toda a produção do Curinga de Búzios estará no Blogão dos Lagos.

Peço aos que seguem e acompanham o blog desde 2008, coloquem nosso Blog em suas listas. seguimos de volta.




3.1.13

Nova Era: Entrevista com o Mahatma Sani por Macaco Martelo


Fomos até a Índia e falamos com o maior mestre espiritual da atualidade. 

A cara do repórter no momento em que levou um soco no estomago 
Quando eu e o repórter fotográfico, o boliviano Ernesto Bolonho e repórter Victor Viana um, pisamos na imemorial Índia não sentimos nenhuma paz ou coisas do gênero. Fazia um calor do inferno e nossos cabelos ficaram grudados na face e nossos olhos se esbugalharam.  No aeroporto de Bombaim – capital indiana - nos esperava um velho careca sem um dente na boca, ele se chamava Bondhir Arabadhur muthuaar bondisiadharta, resolvemos chama-lo de Jorge, era mais fácil e familiar.  Ele nos saudou com o tradicional Namastê  saído como um peido de sua boca mole pela já citada carência de dentes.  Pusemos nossas malas no carango velho e partimos para o nordeste da Índia, sendo mais exata a Aldeia de Shiva Nestle.  Lá era onde iríamos ser a primeira equipe de reportagem a registrar o mítico ashram  - lugar de retiro  espiritual -  do mestre Asniburgabradanribuoner, mas conhecido como Mahatma Asni, apenas.

A entrada o Ashram 
Depois de 10 horas , sem permissão de parada até mesmo para  nossas  necessidades fisiológicas, mijavamos de dentro do carro em movimento pelo caminho a fora como se fossemos cães a marcar a estrada com nosso mijo ocidental.  Atravessamos desertos que em alguns momentos mostrava algumas habitações miseráveis e ao fim descortinou-se aos nossos olhos o Vale de Krishna, encravado entre as montanhas, nele um vilarejo de apenas 56 casas que nem mesmo nome tinha. Ao fim a porteira do ashram.

Descemos do carro e ao pisar o chão senti como se fosse desmaiar tamanha minha desidratação. Caminhei cinco passos e então fui tomado por uma indescritível necessidade de tomar um banho. Havia poeira como pequenos blocos de tijolos dentro das minhas narinas e também dentro dos meus tênis All Star, que pus somente para tirar onda de americano.

Um grupo de jovens indianos vestidos com pouquíssimas roupas nos recebeu com brancos sorrisos, mesmo que alguns dentes também faltassem, e nos indicaram o caminho com simplicidade.  No quarto de chão batido e telhado de palha ficamos surpresos com a existência de TV a cabo, not book com internet banda larga, tablet e um quadro com uma foto das Cataratas do Iguaçu  na parede de bambu e barro. Fora esses itens tecnológicos não havia mais nada alem de uma esteira de palha, uma vasilha – parecida com as de cachorro- de barro com água. Havia ao canto, sobre uma pedra grande, um exemplar do Bhagavad-Gita, a Bíblia, o Alcorão, Talmud, as Centúrias de Nostradamus e o Diário de um Mago de Paulo Coelho. 
  
Sentado na penumbra, em buraco no chão onde parecia mais fresco, estava o novo Mahatma.  Uma grande cabeça redonda com fiapos de cabelos grudados na pela tostada de sol, barba branca e ralo e apenas um trapo grosseiro sobre o corpo, que era pele e osso.

Ergui a mão e disse: “Good afternoon master, my name is Victor Viana and this is my friend Ernesto. We are journalists in South America and would like to interview him”.  Ele nos respondeu: “Hola chicos, ya que son feos. Pero en el futuro, lo sé todo acerca de Brasil. El capitald y usted es Buenos Aires y su idioma es el alemán” e continuou :” Son como una bolsa de basura. Seguramente ellos son carnívoros”.  O Mahatma sani coçou sua cabeça imensa e em um movimento rápido socou nossos estômagos de uma só vez. Arrotamos como dois carneiros roucos, daí e diante sentimo-nos muito bem e mais aptos a sorver as palavras do  mahatma.

Macaco Martelo:  Repórter  vindo das selvas editoriais, faz jornalismo gonzo e desengonçado. 

( Fotos do Mahatma na próxima postagem ) 
Continua...

A aldeia de Búzios: A fundação.

Praia do Canto, 1960, Búzios Antigo, Acervo Museu Brigite Bardot,
José Ninguém  - fundador do Búzios -  ignorava por completo a geografia da região. Sabia que para o Oriente estava a serra impenetrável, e do outro lado da serra a antiga cidade do Cabo Frio, onde em épocas passadas - segundo lhe havia contado o primeiro José Ninguém  seu avô - Sir Francis Drake era dado ao esporte de caçar jacarés a tiros de canhão. Os bichos eram depois remendados, recheados de palha e mandados para Dom João, em Portugal.

Na sua juventude, ele e seus homens, com mulheres e crianças e animais e toda espécie de utensílios domésticos, atravessaram a serra procurando uma saída para o mar, e ao fim de vinte e seis meses desistiram da empresa e fundaram Búzios, para não ter que empreender o caminho de volta. Era, pois, uma rota que não lhe interessava, porque só podia conduzi-lo ao passado.

Ao Sul estavam os charcos cobertos de uma eterna nata vegetal, e o vasto universo do grande pantanal, que, segundo testemunho dos ciganos, carecia de limites. O grande pantanal se confundia ao Ocidente com uma extensão aquática sem horizontes, onde havia cetáceos de pele delicada, cabeça e torso de mulher, que perdiam os navegantes com o feitiço das suas tetas descomunais.

 Os ciganos navegavam seis meses por essa rota antes de alcançar a faixa de terra firme por onde passavam as mulas do correio. De acordo com os cálculos de José Ninguém, a única possibilidade de contato com a civilização era a rota do Norte. De modo que dotou de foices, facões e armas de caça os mesmos homens que o acompanharam na fundação de Búzios; pôs numa mochila os seus instrumentos de orientação e os seus mapas, e empreendeu a temerária aventura.

Texto adaptado do classico 100 anos de solidão de Gabriel Garcia Marques 

2.1.13

Quando eu estava na escola.


A escola não estava comigo? Talvez.


Quando ainda frequentava a escola, eu era considerado um aluno desajustado, hoje sei que era apenas alguém perdido. Não quero justificar meus erros como jovem e estudante, assumo-os. Mas uma coisa eu dizia e na verdade estava certo- e pelo que vejo não mudou- a escola era uma chatice!

Nunca fiz parte de uma instituição tão ruim e com tantos profissionais totalmente despreparados para formar cidadãos ou pessoas de sucesso,isso não quer dizer que eu não tenha conhecido bons e até ótimos professores. Com o velho esquema do estudar para passar no vestibular quanta gente de potencial para coisas grandiosas que passam longe de vestibulares se perdeu no caminho.

O duro de tudo isso é que a escola não parece ter mudado muito da minha- na verdade das minhas, estudei em varias escolas- lá nos anos 90. E não me refiro só a escola publica- eu só estudei em escola publica- como também algumas particulares que ainda cismam em levar os alunos a decorar tabelas periódicas e capitanias hereditárias, puts meu Deus!

As escolas americanas ( publicas) estão levando seus alunos a terem aulas formais de como fazer vídeo profissionais para a Web, estimulando-os manterem blogs e trazendo o universo dos games para a sala de aula. E as escolas publicas – particulares também- do Brasil  ainda fazendo a avaliação total a base de provas com perguntas a serem respondidas.


Victor Viana @VianaBuzios é jornalista, assessor de imprensa e problogger, escritor - escreveu o Menino do Guarda Chuva - Uma historia de Búzios.